Toque de Ouro

-->Depois de 15 anos fora do cir cuito de lançamentos, Ivan Aar on volta às vitrines com as joias para casa, espécie de esculturas inspiradas pelo jogo pega-var etas e constr uídas com os hashis de comida japonesa-->Iesa Rodrigues-->Os designers mais originais parecem sempre co - meçar pela contramão, criando obras que demoram a serem compreendidas. Iv an Aaron se enquadra nes - ta cate goria e, de v ez em quando, tenta desistir da criati vidade. Mas a paixão pelas joias e materiais in usitados aca ba traz endo de v olta seu talento ori - ginal. De pois de 15 anos f ora do circuito de lan - çamentos, Iv an mostra que mantém suas caracte - rísticas surpreendentes. Mesmo para quem con vi v e e circula pelo m undinho de coleções de acessórios. Nos anos 90, quando produtos feitos com materiais considerados não-preciosos ainda eram desprezados como moda, em plena década do luxo, Iv an Aaron an uncia v a a m udança de v alores estéticos na joa - lheria. F oi o precursor da biojoia, assinando peças que combina v am ouro e brilhantes com madeiras e cascas de coco. P articipou de e xposições na Itália, como designer ino v ador . Ao mesmo tempo, desen - v olvia culinária deri v ada da macrobiótica, que c ha - mou de Macroc hique. Ainda na contramão, Iv an v olta a gora às vi- trines, com e xposição de no vidades na Rajasthan, em Ipanema. – Esta v a ficando sem graça, parado. Não con - se guia perder a paixão por estes materiais e as misturas de ouros e madeiras. Mas ac ho que con - tin uo na contramão do que se vê como joia atual - mente – a visou Iv an, antes de se encaminhar para as vitrines e mostrar as peças. À primeira vista, nada demais, nem tão diferente assim: supostos anéis e brincos em f orma de estrelas e luas, e xpostos em palitinhos. V endo a reação meio dece pcionada, o autor riu e e xplicou. – Minha contramão desta v ez é a peça grande, v erdadeiro objeto. São joias decorati v as, para a casa. Eis a originalidade: em lugar de joias para pendurar nas orelhas ou enfiar em dedos, as obras são quase esculturas, inspiradas pelo lado lúdico do brinquedo pe ga-v aretas. Só que são hashis (pauzinhos de comida oriental) feitos à m ão, de madeira e ro xinho. Nas pontas ou ao longo dos hac his, estão presas luas, estrelas e sois de ouro ou prata. Custam entre R$ 850 e R$ 16 mil. – Quem quiser uma joia, c laro que tenho anéis, brincos, colares. Mas estas peças para a casa são um caminho no v o, artístico e decorati v o – recomenda, ainda lembrando que sente saudades da oficina própria. A criação é na base do traço de lápis e pa pel. – Não sei usar o computador para isto. P ara mim, serv e a penas como arqui v o de f otos... – arremata Iv an Aaron, que se inte gra no grupo de designers de joias reunidos por Sergio Carv alhal na Rajasthan, loja conhecida pelo estilo indiano e pelos grandes colares artesanais e e xóticos, localizada na Rua V isconde de Pirajá, 444, em Ipanema. A partir de no v embro, os Budas e âmbares di videm as vitrines com as joias do Iv an Aaron, Bia V asconcellos, a dinamarquesa Mo - nies e o próprio Carv alhal.