Anna Ramalho

-->aramalhojb.com.br | www .annaramalho.com-->Esperança no amanhã-->Dur ante a minha infância cer cada de fr eir as – as duas tias carmelitas e mais as ur sulinas do colégio – uma das minhas leitur as pr ediletas er a a -->História dos Santos -->, em quadrinhos supermodernos par a a época, e que fila v a do con v ento da Rua Cor co v ado , que f oi a casa onde nasci, e, mais tar de, onde pon - tifica v a a superior a, minha T ia Madr e, como eu e a mana a c ha - máv amos. Isa de Abr eu er a seu nome ci vil, irmã de minha mãe. Lembr o-me que fica v a hor as no galpão da la v anderia, quie- tíssima, de v o r ando aquelas his- tórias – algumas, palpitantes e tristes. Outr as, só tristes. Como a história de T hérèse de Lisieux, Santa T e r esinha do Me- nino J esus, carmelita como as minhas tias, e que empr esta seu nome àquelas minúsculas r osas que nascem em tr epadeir as – e tínhamos tr epadeir a delas no con v ento do J ar dim Botânico e na casa de T er esópolis. Santa T e - r esinha quase morr eu aos 4 anos. F oi salv a por um milag r e da Ima- culada C onceição , conta v a a r e- vistinha. Ela entr ou no con v ento aos 14 anos, com autorização e x - pr essa do papa Leão 13, passou o pão que o Demo amassou por que já nascer a doentinha e sempr e f o r a fr anzina, e morr eu com ape- nas 24 anos. Chor ei m u ito por Santa T er esinha. Outr a que me emociona v a m ui - to er a Santa J oana d’Ar c – cujo altar , na Catedr al de Dijon, visitei este ano . A padr oeir a da F r ança, guerr eir a destemida na Guerr a dos 100 Anos, t r a v estiu-se de ho - mem, lutou e morr eu queimada – os quadrinhos most rava m a santa de ca belo cortado à joãozinho , amarr ada n um pau que fica v a so - br e a f o gueir a que a consumiu. E e u c h o rava e c h o rava ! Nossa Senhor a de Fátima er a outr a que atiça v a meu imaginário . F ica v a pensando em como gostaria de ser um daqueles pastorinhos, F r ancisco , Lúcia e J acinta, que ti - v er am a visão da santa tão linda. T odas as v ez es em que v ou a Lis - boa, v ou (sempr e com a Gilsse) ao Santuário de Fátima. E Nossa Senhor a A par ecida? Inesquecív el a visita que mana e eu fiz emos com mamãe, 10 mil anos atrás. Minha irmã tinha es - tado m uito doente, ficou boa e ma - mãe f oi pagar a pr omessa que fez. A padr oeir a do Br asil, pescada sem ca beça das águas do rio . Ainda er a a basílica antiga, tudo m uito po - brinho , mas impr egnado de fé, de amor , de esper ança. Hoje eu in v oco todos essas mi - nhas santinhas tão amigas e há tanto tempo . Elas contin uam co - migo , na ca beceir a da minha cama, nas or ações que f aço , ao lado da Medalha Milag r osa, da Desatado - r a do Nós, de Sc höenstatt, de Santa Rita, do P er pétuo Socorr o . T odas as mães que se r esumem na Mãe de todos os cristãos. P ossam elas iluminar a mim, a todos os que me leem, a todos os eleitor es e go v ernantes. Que o dia de amanhã, tão im- portante par a o Br asil, seja um dia a b ençoado . E que todos nós, conscientes da nossa r esponsa- bilidade, saibamos v otar com fé, esper ança e amor ao Br asil.