universal

-->CAP A -->| CONTINUAÇÃO-->A linguagemUNIVERSAL-->Pr ogramação de sábado-->Concer to para Piano nº 1 em Mi bemol maior -->Franz Liszt -->Concer to para Piano em Lá menor , Op. 16 -->Grieg -->V alsa em Lá bemol maior Op. 34 nº 1, V alsa em Dó sustenido menor Op. 64 nº 2, V alsa em Ré bemol maior Op. 64 nº 1 -->Frédéric Chopin -->A Boi Bumbá de W aldemar Henrique -->Francisco Mignone-->Bolívar T o rr es-->Nascida em uma f amília cosmopolita, de pai alemão e m ãe japonesa, a pequena Alice Sar a Ott sentia-se per - dida entr e duas cultur as. Confusa e intr ospecti v a, enfr enta v a diariamen - te certa dificuldade par a se e xpr essar . T udo m udou quando , aos 3 anos, f oi le v ada pelos pais a um concerto . Alice não lembr a nem da música nem do intér pr ete, mas ainda sa be, duas década depois, que e xperimentou algo “difer ente” ao ouvir o piano . Consegue até mesmo r econstruir na memória o momento em que se apr o ximou da sua mãe, ao final do concerto , par a lhe an unciar: “Quer o ser uma pianista”. Hoje, aos 22 anos, Alice é solista e xclusi v a da g r a v ador a alemã Deutsc he Gr ammophon, pri vilé - gio de poucos. Enquanto conta sua história, em uma mesa perto da piscina do Copaca bana P alace, a pianista f az esf orço par a manter os olhos a bertos. Ainda está cansada pelas hor as de v oo entr e Eur opa e Rio , onde aca bar a de desembar car na se xta-feir a. P ela primeir a v ez na cidade, se apr esentará com a OSB amanhã, no Municipal. No r epertório , obr as de F r anz Liszt e F rédéric Chopin, dois compositor es que ela conhece bem. G r a v ando os -->12 estudos tr ans - cendentais -->do primeir o , ficou f amosa no J apão , país de sua mãe. Já as v alsas completas do virtuose polonês, r egistr adas em um elo giado álbum no início deste ano , sur gir am como um desafio . – P elo f ato de ter me especializado em Liszt quando er a mais no v a, poucos acr edita v am que eu pudesse tocar Chopin – lembr a. – Na música clás - sica, tudo é separ ado em m undos difer entes, e é m uito complicado cir cular entr e eles. Queria a brir no v as portas com Chopin. A m udança f oi difícil, já que são compositor es m uito difer entes. Cada um tem o seu uni v er so peculiar . A tr ansição de Liszt par a Chopin, de quem tocará -->V alsa em Lá bemol maior Op. 34 nº1 -->, -->V alsa e Dó sustenido menor Op. 64 n. 2 -->e -->V alsa em Ré bemol maior Op. 64 n. 1 -->, v ai m uito além da técnica. – Não é apenas a maneir a de tocar piano – e xplica. – Chopin tem um r aciocínio m uito in- consistente, e por isso é difícil entr ar em sua mente, em seu m undo . É difícil entender o que se passa v a na sua ca beça quando compunha. A pesar das “inconsistências”, a pianista cul- ti v a uma r elação especial com Chopin. Assim como Alice, o compositor , que se f ormou no Conser v atório de V a r sóvia mas só encontr ou ins- pir ação na efer v escência parisiense, também vi v eu di vidido entr e duas cultur as. – Chopin só conseguia se e xpr essar plenamente na linguagem da música – compar a. – Sempr e fiquei di vidida entr e minhas r aíz es japonesas e m inha nacionalidade alemã e também encontr ei no piano a possibilidade de me com unicar . A música é igual em qualquer lugar . F oi ela que me deu a identidade que eu não tinha. P ar a Alice, que nasceu em Munique e estudou em Salzbur go com o rigor oso pr ofessor Kar l-Heinz K aemmer ling, a her ança m ulticul- tur al tem lados positi v os e negati v os: – É complicado não pertencer a lugar algum – lamenta. – No J apão , não sou vista como japonesa, por causa da minha aparência, e também por não f alar a língua. Mas, assim que piso na Alemanha, a primeir a coisa que f az em é le v ar -me a um r es - taur ante japonês. P or outr o lado , pertencer a di - fer entes cultur as também pode a brir a ca beça. Acostumada a viajar o m undo par a tocar , Alice vê g r andes difer enças entr e Alemanha e J apão , principalmente em r elação ao pú - blico de música erudita. – No J apão , há m uito mais gente jo v em na plateia – obser v a. – Gr andes concertos de música clássica são algo r elati v amente no v o por lá, mas as pessoas gostam e sempr e compr am o álbum ao final. Já na Alemanha v ocê olha a plateia, e é um oceano de ca belos br ancos.-->Perfil-->Nascida em Munique, em 1988. Rece beu suas primeir as lições de piano quando tinha 4 anos. Aos 13, r ece beu o T he Most Pr omising A w ar d, em Hamamatsu, no J apão , além de outr os tr oféus importantes. F oi a mais no v a concorr ente com o maior númer o de pontos r ece bidos em toda a história do Concur so Internacional de Piano Silvio Bengalli. Seu primeir o CD , g rava d o e m 2004 em copr odução com a Radiodifusão da Ba vier a, f oi aclamado de imediato , enquanto um CD com sua inter pr etação dos -->12 Estudos T r anscendentais -->de F r anz Liszt f oi lançado no J apão em 2008. E este ano a pianista lançou um álbum com as v alsas de Chopin.-->Como a pianista encontr ou na música a sua for ma de expr essão