segundo plano

-->Alvar o River os-->Daniel Schenker-->A tela do Odeon se tr ansf ormou em cenário de discussões r ele v an - tes sob per specti v a social, econô - mica e política na noite de quar - ta-feir a. Já o cinema se insin uou, sem c hegar a se afirmar . -->T r ampolim do F orte -->, de J oão Rodrigo Mattos, a bor da o cotidiano dur o de crian - ças destemidas nas ruas de Sal - v ador , ao passo que -->P ositiv as -->, de Susanna Lir a, r egistr a depoimen - tos cor ajosos de m ulher es conta - minadas, a maioria há 10 anos ou mais, pelo vírus HIV . No primeir o , o espectador tes - tem unha uma sucessão de maz e - las: f alta de estrutur a f amiliar , f a - natismo r eligioso , pr ostituição , flerte com a mar ginalidade, cor - rupção policial. Se por um lado este desfile soa algo esquemático , por outr o não há como negar méritos a essa copr odução entr e Br asil e Ale - manha. Afinal, o desempenho do elenco é satisf atório , tanto no que se r efer e aos ator es mais e xperien - tes (em especial, Mar célia Carta - xo) quanto aos mirins (destaque par a Adaílson Santos). E o dir etor imprime certa dose de fr escor , mes - mo ao descortinar um panor ama humano conhecido . – T r ata-se de um filme sobr e a importância da infância – r esumiu J oão Rodrigo Mattos, c hamando a atenção par a o confr onto de crian - ças com um conte xto cruel que ger a a rápida per da da inocência. Integ r ante do elenco , o ator Luis Mir anda centr ou sua f ala no desejo de que o cinema br asileir o c hegue ao público . – É fundamental conseguirmos f az er com que as salas e xibam nossos filmes, que têm e xcelente qualidade. E não de v eríamos ser tão bombar deados por um deter- minado cinema – ar gumentou Mattos, r eferindo-se, ob viamen- te, à pr odução americana. Já -->P ositiv as -->r etr ata a jornada de super ação de m u lher es con- taminadas pelos maridos ou par- ceir os fixos com o vírus HIV . T r a- ta-se de um r egistr o m ais que ne- cessário . Entr etanto , de v eria ser e xibido em uni v e r sidades e e s- colas e não n u m festi v al de ci- nema. A dir etor a Susanna Lir a se limita a enfileir ar depoimentos bastante par ecidos, centr ados em r elações conjugais dur adour as, no estupor diante da descoberta da doença, no estigma e na de- cisão de e xpor a própria condição como meio de r ecuper ação da au- toestima e da v ontade de vi v er . – J amais imaginamos que nossa história estaria no Odeon. V i v emos uma r ealidade que pode se alastr ar se não houv er alerta – sublinhou Silvia Almeida, uma das per sona - gens do documentário .-->Cinema-->‘T rampolim do For te’ e ‘Positivas’ têm valor humanitário, com maior ou menor mérito-->emSEGUNDO PLANO-->MAZELAS – João Rodrigo Mattos fala de fanatismo r eligioso e pr ostituição