Será um horror . Mas isso, no caso, é ótimo

-->CRÍTICA -->|‘A F AZENDA 3’, TV RECORD -->555-->E Mallandr o vai virar o ‘malla’ desta edição-->Lula Branco Mar tins-->Quem selecionou selecionou com e xtr emo sa ber . Então , pal- mas par a a Recor d. Conseguiu seu objeti v o inicial: mistur ar . Nesta ter ceir a edição do r eality sho w -->A fazenda -->, há mesmo de tudo: o pr o g r ama mistur a alhos com bugalhos, cr omossomos X com cr omossomos Y , gente ca- f ona com car as até legais, cida- dãos marr entos com moçoilas apar entemente despr otegidas. P ar a quem gosta, é um pr ato c h eio . Sér gio Mallandr o , talv ez a figur a mais pr oeminente da atr ação , p ar ece que v a i d ar con- ta de ser o c hato da v ez. Sempr e elétrico , f ala o tempo todo , c o- menta tudo , dá g ritinhos e, não demor a, não v ai mais conseguir tomar banho de sunga – ele quer ficar pelado e mostr ar , em r ede nacional, em suas próprias pa- la vr as mallandr as, o seu “bi- lu-teteia”. Esta v a ao vi v o e Brito Júnior , o apr esentador (melhor que nas outr as v ez es, mas ainda r obótico , a léguas do poeta, psi- cólo go e, por v ez es, “v er gonha alheia” P edr o Bial), te v e que lhe dar um pito: “Chega, Ser ginho . Cuidado , tem criança v endo”. Mas de via ter pouca criança v endo – quando o pr o g r ama co - meçou já passa v a das onz e da noi - te (terminou meia-noite e meia). Com apenas um inter v alo comer - cial (meia-noite e dez), a estr eia da -->F azenda -->te v e sur pr esas (os parti - cipantes não se conhecer am na hor a da tr ansmissão , na v er dade já esta v am confinados desde a vés - per a), tensão (ha via menos camas do que gente na sede) e, como sempr e, apr esentou uma boa edi - ção de imagens. O melhor , porém, não é nada disso . Bom mesmo , clar o , isso pa- r a quem gosta de r eality (pois quem não gosta não está nem aí par a o pr o g r ama, nem aí par a este te xto sobr e o pr o g r ama, e nem aí par a quem tenta f azê-lo gostar do pr o g r a ma), bom mes- mo é obser v ar as atitudes da- queles ser es apar entemente hu- manos junto a bois, v acas, ga- linhas (f alamos dos bic hos) e pa- vões (os bic hos também). Bacana é v er o músico tatuado T ico Santa Cruz flag r antemente sem turma, entr e m odelos f o r- tões e boazudas e xibidas. De- licioso é obser v ar o jo gador V i o- la todo saidinho – anda se me- xendo mais no campo rur al d o que, atacante plantado , se me- xia no campo dos estádios. Legal é notar como estas figur as meio f amosas se saem con vi v endo com iguais e não tão iguais. Serão dois ou três meses de Geisy Arruda (sim, ela, a do v e s- tidinho v ermelho , d a Uniban), Monique Ev ans (a “titia”), Nan y P eople (um homem-m ulher) e de Andr essas, Anas, Eduar dos e Sér gios menos cotados. A se julgar pela estr eia, v ai ser bem ruim. O que, neste ca - so específico , é na v er dade bem bom.