Estrada dacrueldade

-->22-->Estr eante na ficção, o dir etor bielo-r usso Ser gei Loznitsa choca plateia com ‘My joy’, r etrato da Rússia pós-comunista-->Myrna Silveira Brandão-->ESPECIAL P ARA O JORNAL DO BRASIL, DE NOV A YORK-->Assim como ocorr eu em outr os festi v ais, -->My jo y -->, primeir a ficção de Ser gei Loznitsa, f oi r ece bido em No - v a Y or k com per ple xidade. Com o irônico título de -->Felicidade -->(tradução liter al), o filme narr a histórias ter - rív eis sobr e a Rússia pós-com unista, contr olada por mafiosos e mar ginais que her dar am o apar elho coer citi v o do antigo r egime. A história segue Geor gy (V iktor Nemets), caminho - neir o que se per de na Rússia rur al e no caminho encontr a uma galeria de per sonagens que r epr esentam os pr oblemas da sociedade, desde a pr ostituição de menor es até a cor - rupção . Na tr ama, cada estr anho é um assassino em potencial. O dir etor , que er a documentaris - ta, mantém o viés tên ue entr e ficção e documentário , no r etr ato de v as - tador do país. – P or m uitos anos, tr a balhei par a um estúdio de São P eter sbur go de onde viaja v a de carr o pelo interior do país à pr ocur a de histórias par a meus filmes. Dur ante esse período , coletei f otos dos mor ador es dos vi - lar ejos que visita v a e as histórias que ouvia ou testem unha v a. São elas que estão no filme – contou Loznitsa. Ele dá e xemplos. – Na Rússia, se um motorista é par ado por um policial, ele pula do carr o e começa imediatamente a mostr ar os documentos e isso de - monstr a o m edo que sente. É pos - sív el diz er que uma pessoa tem dig - nidade se ela tr eme diante de um policial? – obser v ou o dir etor .. Loznitsa é calmo e f ala pausa - damente. Ao ser per guntado se o filme er a um suspense, um dr ama ou um documentário , r espondeu que não sa bia ao certo . – Eu comecei a f az er um r oad mo vie, mas na metade da filmagem descobri que não er a bem isso . Sin - cer amente, não sei m uito bem a que gêner o pertence, nem qual é seu estilo . É ao mesmo tempo um filme r ealista que pode ser confundido com um documentário , mas também contém elementos g r otescos. É um filme eclético – r esumiu. -->My jo y -->é, acima de tudo , uma história dur a com humor neg r o , n um estilo câmer a n a mão e com ator es não pr ofissionais ou no v atos. – F ilmei com amador es par a des - cobrir o que é humanismo e em que cir cunstâncias podemos ser c hama - dos de ser es humanos – r essaltou. Quando questionado sobr e um in - ter esse tão intenso no tema já que não vi v e na Rússia, o r ealizador en - f atiz ou que f ala do que conhece. – Eu não posso r ealmente diz er que a história seja uni v er sal. Mas conheço tanto a R ússia quanto a Alemanha, onde eu vi v o . Há um g r ande hiato as duas r ealidades. P a - r a mim, tudo começa com a dig - nidade humana e o r espeito que cada um de v e ter . E isso na Rússia é uma lacuna, um g r ande pr oblema – afirmou r econhecendo que o filme se destina a pr o v ocar f ortes senti - mentos e le v ar a r efle xões.-->Divulgação-->PERPLEXIDADE -->– No filme, cada estranho é um assassino em potencial