arte pop

-->Jornal do Brasil -->|Domingo, 26 de setembr o de 2010-->20-->P-->Bolívar T o rr es-->A pr odutor a americana Shar on Battat pas - sea v a na Pr aia de Ipanema usando um boné com uma estampa de um desenho de K eith Haring quando r esolv eu tomar uma água de coco . As - sim que pôs os olhos no boné, o dono da bar - r aquinha se apr essou em comentar: – Eu conheço esse desenho . É de um pr o- g r ama da MTV . O comer ciante não esta v a err ado . P opular e acessív el, ícone f ashion, o artista plástico ame - ricano K eith Haring, morto de HIV em 1990, viu algumas de suas obr as ser em r epr oduzidas em lo gos de mar cas. P op e f acilmente r econhecido , seu tr aço se encaixou com perfeição no m undo da publicidade, difundindo-se entr e um público que v ai m uito além dos especialistas f amilia - rizados com o m undo da arte. Mas, como com - pr o v a o episódio anedótico vi vido por Shar on em Ipanema, a notoriedade de Haring fica, em m uitos casos, r estrita a um conhecimento su - perficial de seu tr a balho: assim como o gaiato v endedor de coco , há quem r econheça seus desenhos, mas sequer sa be da e xistência do artista. P ensando nisso , a pr odutor a or ganiz ou -->K eith Haring – Selected W orks -->, e xposição r e - tr ospecti v a que mar ca os 20 anos da morte do artista, que começa terça na Caixa Cultur al, tr az endo obr as inéditas, documentários, w or kshops e alguns de seus objetos pessoais. – Muitas pessoas conhecem a obr a de K eith atr a vés de lo gos da MTV ou da v odka Absolut, mas não sa bem nada sobr e sua vida e obr a – e xplica Shar on. – Queria que as pessoas conhecessem me - lhor o seu tr a balho . A e xposição é dirigida não só par a aqueles que n unca o vir am, mas também par a aqueles que o conhecem superficialmente. Há obr as inéditas, como a -->Apocalypse -->, que f o ge daquilo que todos esper am dele. Entr e as 55 serig r afias, 29 lito g r afias, no v e g r a vur as e xpostas, a série -->Apocalypse -->, feita em cola bor ação com o escritor beat W illiam Bur - r oughs, é uma sur pr esa: difer e das séries mais popular es e coloridas e ainda tr az colagens, pouco com uns em sua obr a. – A série mostr a como os quadrinhos o in - fluencia v am desde pequeno – comenta Shar on. – É mais desenhada, não é aqueles bonequinhos que todo m undo conhece, er a m ais desenhada e a b str ata. Haring ajudou a legitimar a “arte de rua”. F oi um dos primeir os a dar o legítimo v alor ao g r afite. – Antes dele, não se f azia distinção entr e g r afite e pixação – lembr a Shar on. – P ar a o m undo da arte, um g r afiteir o er a a mesma coisa que um gar oto que risca v a na par ede do metrô. A cur ador a destaca a le v eza da obr a de Haring: – Seu tr a balho não é pr etensioso . Relaciona-se com todo m undo . É m uito di v ertido , dá par a f az er m uitas coisas com ele. Haring não tinha pudor es em f az er várias cola bor ações, pintar v estidos de Gr ace J ones ou casacos de Madonna.-->p-->Reconhecível nas r uas, o trabalho de Haring ganha, nesta mostra, leitura mais densa-->acessível e pioneira-->,-->o-->Arte-->O Festival do Rio também lembra a obra do ar tista americano com o documentário -->O universo de Keith Haring -->, de Christina Clausen, que será exibido hoje, às 18h, no Oi Futur o em Ipanema.-->‘SEM TÍTULO -->– 1986-->‘POP SHOP V’ -->– 1989 -->POP SHOP QUAD III -->– 1989