lugar quente

-->Otimista, com discur so de pr e- sidente empr eendedor , P edr o Er- nesto f ala mais: — Em r elação à sede antiga, nesta aqui e xiste uma m aior li- ber dade de ação par a a r ealização de e v entos, a qualquer hor a do dia ou da noite. No prédio da Cine- lândia não podíamos f az er festas em horário comer cial. Aqui, o pior ainda é a f alta do tr atamento acústico , que v e m tr az endo tr ans- tornos par a nossos vizinhos. Mas em br e v e isto será r esolvido , com as obr as da pr efeitur a. O C or dão da Bola Pr eta sur giu de uma dissidência no Clube dos Democráticos. Em 1917, o pr o - cur ador dos Democráticos (mais tar de fundador do Bola) Álv ar o Gomes de Oli v eir a, o K-v eirinha, e F r ancisco Car los Brício , o Chico Brício , lider ar am um g rupo de 18 boêmios que não esta v a m satis- feitos com os rumos do clube. F o - r am eles que iniciar am o pr ocesso de fundação do Bola Pr eta. O primeir o nome que o g rupo r e v oltoso se deu f oi Só Se Be be Água, título que tenta v a disf arçar que na v e r dade eles er am um blo- co e que, como em todo bloco , ali a be bida er a solta. T enta v a-se, as- sim, escapar da vigilância da po- lícia, pr eocupada com a algazarr a que os blocos (que se m ultipli- ca v am) f aziam em cada esquina. Mas aquele nome er a apenas uma brincadeir a. F alta v a uma de- nominação f orte, e definiti v a. Re- za a lenda que, certo dia, quando K-v eirinha e Chico Brício be biam umas e outr as na antiga Galeria Cruz eir o , uma bela moça passou. T odos me xer am com ela — e ela usa v a um v estido br anco com bo- linhas pr etas. Alguém lo go sacou: esta v a ali, na car a deles, um bom nome de bloco . Ou, no caso , de um “cor dão”, como er a mais com um, à época, se c hamar o ag rupamen- to de f oliões. A mar c ha que até hoje embala os desfiles do bloco f oi composta apenas em 1935 (quando o cor dão já ia completando sua maiorida- de), por um paulista, V icente P a i- v a (dir etor do então atuante e liber ado Cassino da Ur ca). Er a uma par ceria dele com Nelson Barbosa e ficou conhecida, na- queles tempos, como -->Segur a a chupeta -->. N os anos 60, a cantor a Carmen Costa deu-lhe um r egis- tr o que se tornou f amoso , com a letr a le v emente modificada. A v er são que todo m undo conhece até hoje é esta: “Quem não c hor a não mama/ segur a, meu bem, a c hupeta/ lugar quente é na cama/ ou então no Bola Pr eta/ v em pr o Bola, meu bem/ com aleg ria in- fernal/ todos são de cor ação/ f o - liões do Carna v al, sensacional”. Há três anos, um de- cr eto da pr efeitur a (com Cesar Maia) fez com que a mú- sica, a partir daquela data, f osse consider ada patrimônio cultur al carioca. Aliás, não só a mar c hinha mas também o Bola, como u m todo . P ode-se diz er que tamanha consider ação f oi (e é) parte de um esf orço que, nos últimos anos, as autoridades públicas vêm toman- ba, principalmente a partir dos anos 80, quando o des- file, àquela altur a já fixado na Rua Mar quês de Sapucaí, n u m Sambódr omo , ganhou dimensão maior , tr ansmitido pela tele visão par a o m undo inteir o . Seriam os blocos, e não as escolas de samba, os legítimos mantenedo- r es de costumes e tr adições? J ornalista e sociólo go , Bruno F ilippo é coor denador do Insti- tuto do Carna v al, entidade v o l- tada par a o ensino pedagógico da arte carna v alesca. Ele analisa a disputa entr e blocos e escolas: — As escolas, desde os anos 60, atr a v essam este de bate, que a meu v er é datado . P ois não se tr ata de r enegar as tr adições, mas de r ein v entar -se como entidades capaz es de incor por ar linguagens e tendências. Já os blocos...-->do par a ajudar na r e vitalização dos blocos de rua da cidade. P or décadas a fio eles esti v er am n um segundo plano , às v e z e s r e baixa- dos de importância por f orça do cr escimento das escolas de sam-