Homenagem a Manoel de Barros encerra Bienal

Homenageando o cuiabano Manoel de Barros em um sarau poético, o ator e escritor Antonio Calloni e a poetisa Maria Rezende encerraram neste domingo (11) a programação da 15° Bienal do Livro do Rio.

Segundo a organização do evento, cerca de 670 mil pessoas passaram pelo Riocentro, 5% a mais que na edição anterior. Os organizadores também chamaram atenção para outro número: 76% compraram livros na Bienal, com uma média de 5,5 livros por pessoa.

Mas o grande trunfo na Bienal do Rio foi sua vasta programação, que trouxe para o Riocentro 113 autores brasileiros e 21 estrangeiros em 10 mesas de debates.

Entre os destaques internacionais do evento estão as visitas de Anne Rice, autora de Entrevista com o Vampiro, que divulgou o segundo livro da trilogia De Amor e Maldade, e da cantora pop Hillary Duff, que lançou o livro Elixir no domingo anterior (4).

Mas o evento não foi todo de festa. No primeiro dia, no dia 1° de setembro, a presidente Dilma Rousseff foi recebida com protestos por estudantes do colégio federal Pedro II, que exigiram 10% do PIB nacional para a educação.

Ao longo da semana o cartunista Maurício de Sousa participou duas vezes de sessões de autógrafos: uma ao lado do jogador Ronaldinho Gaúcho, com quem lançou um gibi com o craque como protagonista, e outra com Ziraldo, ao lançarem o livro O Maior Anão do Mundo.

Quem também esteve na 15° Bienal do Livro do Rio foram os atores Thiago Lacerda, que leu Os Estatutos do Homem, de Thiago de Mello; Camila Morgano, que deu voz a trechos de Crônica da Casa Assassinada, de Lúcio Cardoso; e Cissa Guimarães, que bateu um papo com Martha Medeiros no espaço Mulher e Ponto, entre outros.

A Bienal do Livro também fez acontecer no ciberespaço. Com a cobertura em tempo real nas redes sociais, o evento teve 13 mil "curtidas" no Facebook e 14 mil seguidores no Twitter. No microblog, a feira permaneceu entre os Trend Topics (os assuntos mais comentados da rede) do Rio de Janeiro por cinco dias, provando ainda mais que eventos culturais não são mais delimitados por lugares ou paredes.