Potencial econômico dos cassinos no Brasil pode gerar '40 bilhões de dólares só de outorgas', diz ministro do Meio Ambiente

A precisão de incentivar o mercado econômico após o fim da pandemia da Covid-19 no Brasil se tornou mais uma razão para que integrantes do Governo e do Congresso Federal insistam na pauta de liberação da indústria de jogos e dos cassinos no território nacional.

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, já deixou claro que é um defensor da proposta. No caso, ele apóia a implementação de cassinos integrados como um modo de incentivar a retomada do turismo nacional, uma das áreas mais comprometidas devido aos problemas causados pelo coronavírus.

“O Ministério do Turismo agora tem que ter um planejamento, um plano de atração de investimentos, que é o que gera emprego, renda, é o que ajuda, obviamente, a economia do Brasil. E pra isso, presidente, eu acredito que o momento é propício, nesse planejamento da retomada, para discutir os resorts integrados [a cassinos]”, salientou Álvaro na reunião ministerial de 22 de abril.

De acordo com o ministro, a abertura de cassinos atrelados aos hotéis de luxo, que também teriam outros tipos de serviço, possui um potencial estimado em 40 bilhões de dólares “só de outorgas, de investimentos imediatos com essa pauta”.

A proposta referente aos jogos de azar no país está na Câmara dos Deputados e ainda estabelece que os cassinos somente poderão ser abertos em resorts, com espaços múltiplos de hotelaria, entretenimento e ambientes culturais. E o tema continua em alta, já que uma reportagem do portal iGaming Brazil apontou que “Cassinos no Brasil: proposta volta a ser avaliada após reunião ministerial”.

Vale salientar que a Câmara dos Deputados ainda conta com uma frente parlamentar em defesa da regulamentação no território nacional do jogo e das casas de apostas, como é o caso da LeoVegas que está se apresentando ao público brasileiro.

“Se nós liberarmos jogo do bicho, cassinos, jogos eletrônicos, jogos online, caça níqueis e bingos, esse conjunto de jogos pode gerar 600 mil empregos para o país e cerca de R$ 15 bilhões anualmente de impostos”, afirmou o deputado Bacelar, do PODE da Bahia, coordenador da frente Pró-jogo na Câmara.