Brasil bate novo recorde e tem 3.780 mortes por Covid em 24h

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O Brasil bateu mais um recorde nesta terça-feira (30) e registrou 3.780 mortes na pandemia de Covid-19 em 24 horas, elevando o total de vítimas a 317.646, informou o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Até agora, o maior número de óbitos contabilizado em um dia desde o início da emergência sanitária era o da última sexta-feira (26), quando 3.650 pessoas perderam a vida.

Contudo, os números do balanço podem crescer ainda, já que as informações de Roraima não foram atualizadas por problemas técnicos no acesso à base de dados.

O estado de São Paulo, sozinho, é responsável por 1.209 mortes no boletim nacional. O território registrou hoje o maior número diário da pandemia e acumulou 73.492 óbitos, desconsiderando a subnotificação.

O maior registro em 24h no estado havia sido na última sexta-feira (27), com 1.193 vidas perdidas para o coronavírus. A evolução da pandemia no território paulista fez o governo prorrogar a fase emergencial da quarentena, que prevê regras mais rígidas do que a fase vermelha, até o dia 11 de abril.

Ainda segundo o Conass, o Brasil, segundo país mais afetado pela pandemia e epicentro da Covid-19 em todo o mundo, registrou 84.494 casos diários, atingindo 12.658.109 infectados desde março do ano passado.

Em relação aos contágios, São Paulo continua também a ser o que tem mais contaminações em números totais, com 2.446.680.

Com a atualização dos dados, a média móvel de mortes atingiu nova máxima, de 2.710 nos últimos sete dias. A de casos, por sua vez, voltou a subir e chegou a 75.441.

A taxa de letalidade está em 2,5%, enquanto que a incidência foi para 6.023,5 para cada 100 mil habitantes.

O Brasil vive o pior momento da pandemia e tem batido recordes sucessivos de casos e mortes diárias, além de enfrentar um colapso no sistema de saúde pública, a falta de insumos e ver a campanha de vacinação avançar lentamente.

Enquanto a emergência sanitária segue descontrolado, o presidente Jair Bolsonaro abriu uma crise com a alta cúpula militar na esteira da pequena reforma ministerial realizada ontem (29). Segundo analistas, ele tenta uma "aproximação e um controle maior" das Forças Armadas.(com agência Ansa)