A esquizofrenia social nas eleições brasileiras de 2018

País de contrastes, onde o rico margeia o pobre, onde a maldade cerceia a bondade, onde a fé ombreia com a descrença, onde o preto quer ser branco, e o branco finge que não é racista, onde a Justiça está plena de corruptos, onde os políticos disputam o poder usando a própria corrupção... 

Não foi à toa que Francelino Pereira, o biônico governador das Minas Gerais, ficou famoso com a frase “Que país é esse?”, pergunta essa que hoje nos agride por tudo que vemos, por tudo que pensamos e, especialmente, por tudo que não sentimos! Não tenho qualquer dúvida de que as eleições de 2018 poderão ser o divisor de águas entre o que é certo e o que é errado! Entre a honestidade e a corrupção! Entre a safadeza instituída e a sensação de patriotismo, de consciência de dever e atitudes corajosas e dignas de um estadismo, que já houve, na democracia  com JK - e até na tirania com o gigante Gegê! 0 que nos resta fazer? Simplesmente separar o joio do trigo, seja da direita - é preciso citar nomes? -; seja dos muristas, aquele tradicional partido; seja da esquerda, que Joaquim Barbosa e Sérgio Moro já nominaram, julgaram e prenderam - vários!

E tem mais: Copa do Mundo já não é desculpa demagógica e criadora de retóricas de que a verdadeira pátria verde-amarela depende da superada e ridícula pátria de chuteiras. Patriotismo está na cabeça, no coração  e não nos pés - e no amor desprendido e consciente entre cidadãos que habitam e dependem do mesmo espaço nessa conturbada e dividida esfera rotatória que apelidamos de globo terrestre! Até 3 de outubro de 2018, caros e esclarecidos cidadãos, meus compatriotas, saberemos continuar o que já foi iniciado recentemente por alguns mais incisivos do que nós.

* Médico e escritor

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