Rio+ 20 e o Brasil

Como estará o mundo em 20 anos? Esta é a pergunta que a Rio + 20 tentará responder ou, ao menos, esclarecer para o mundo inteiro. Representantes dos 193 países das Nações Unidas se encontrarão, em junho deste ano, nessa histórica conferência que se dedica, principalmente, à sustentabilidade e ao combate à pobreza mundial visando às próximas duas décadas. A última edição, também no Rio de Janeiro, aconteceu em 1992, quando houve a elaboração da Agenda 21, que envolveu organizações e governos de vários países.

O francês Brice Lalonde é o coordenador executivo da ONU para a organização da reunião da Rio + 20. E por que no Brasil? Atualmente, possuímos mais de 10% da água doce e o maior rio da Terra. Além disso, temos a segunda maior cobertura floresta e uma matriz energética 46% renovável. Somos, ainda, a sexta economia do planeta e abrigamos a maior biodiversidade do mundo. Aliado a tudo isso, possuímos uma grande diversidade étnica, religiosa e cultural. Somos o país que terá, enfim, a oportunidade de, como disse o próprio Lalonde, ‘mostrar ao mundo como viver’. Sobre a aposta de realizar a conferência no Brasil, o coordenador disse, ainda: “Esperamos muito do Brasil uma liderança no desenvolvimento sustentável e na economia”.

Nesse encontro de gigantes do mundo inteiro, portanto, o Brasil deverá não só acolhê-los bem como, também, mostrar para todos propostas concretas e possibilidades reais para que possamos nos tornar um país desenvolvido e sustentável, com um melhor gerenciamento da sua economia e preservação do seu meio ambiente.

O Projeto “Pernambuco: Jardim de Baobás”, que catalogou mais de 100 exemplares dessa espécie africana no Estado de Pernambuco, também será apresentado durante eventos ligados a esta conferência. Isto deve-se, principalmente, à importância da árvore secular para o mundo inteiro. Uma árvore que carrega, consigo, o sinônimo das palavras vida e resistência. O projeto, nascido durante a primeira edição da EcoFliporto, em novembro de 2011, terá a sua 2ª fase este ano, com oficinas, exposições e apresentações com teor educativo, mostrando ao público o valor dessa espécie para Pernambuco, para o Brasil e para o mundo.