Posse de Paes não teve o aliado PT, mas teve PV, PSDB e muitos ex-DEM

O PT não foi à posse do prefeito reeleito Eduardo Paes, no Palácio da Cidade, embora o partido do vice Adilson Pires tenha composto a chapa. Nem os mais entusiastas da aliança com PMDB, como Benedita da Silva, compareceram.

DIante dos poucos que lá estavam, Paes repetiu três vezes: "O meu candidato para 2016 é o Pezão!". Mas não era um recado apenas para os que sonham com um apoio do PMDB a Lindbergh Farias (PT). O próprio prefeito tem se esforçado para dizer que não é candidato em 2014. "Mais que isso, Pezão, só se eu pendurar uma faixa. Eu não sou candidato!", brincou com o vice-governador. Logo depois, emendou: "Na política, eu sou assim. Jogo pesado. Pesado com Pezão", não resistindo ao trocadilho. 

Se faltou o PT, sobrou o PV. Ué, o partido não fazia oposição ao PMDB de Paes, a ponto de ter lançado a candidata Aspásia Camargo? Pois não só Aspásia esteve por lá, como o deputado federal Alfredo Sirkis também. 

Elegante, a nova secretária de Defesa do Consumidor, Solange Amaral, não era a única de ex-pefelistas entre o secretariado. Índio da Costa, outro novo secretário, do Esporte e Lazer, era outro.

 Quem também estava por lá, veja só, era o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio (SP). O tucano veio de São Paulo para a posse. Paes não perdoou. "Ele é amigo, mas, como deputado, só faz besteira. Fica falando mal da Dilma no Congresso", brincou.