Em Sampa ainda é muito pior

O horário eleitoral é incrível, mais ainda em Sampa. Celso Russomano, do PRB, após lembrar ao público que é conhecido há décadas do povo mais humilde, toca em um ponto interessante. Diz que se nega a criar qualquer hospital ou centro de atendimento, antes de dotar as unidades existentes de médicos e enfermeiras. O segundo colocado nas pesquisas, José Serra, parece não estar muito à vontade diante da música escolhida por seus assessores para o programa: o sucesso “Eu quero tchu, eu quero tcha”. Mesmo assim, o tucano promete colocar creches junto a estações do Metrô.

Paulinho, da Força Sindical e do PDT, afirma que o povo sofre com os deslocamentos e que vai estimular as empresas a se instalarem próximo a grandes adensamentos de pessoas humildes – o que é ótima ideia, mas praticamente impossível de ser cumprida. 

Gabriel Chalita, do PMDB, destaca que vai atuar na educação e que concentrará esforços para transferir gente das favelas para habitações formais. 

O que chama a atenção, no entanto, é o programa de Fernando Haddad. Todo o tempo, ele é entrevistado por Lula, que fala mais do que o candidato.Lula é chamado, tanto por Haddad como pelo locutor de “presidente” e não “ex”. 

Lula cita brevemente Dilma e diz que seu governo fez mais escolas técnicas de que todos os governos anteriores e lembra o desempenho de Haddad no Ministério da Educação – sem citar os problemas com provas anuladas do Enem. Destaca que, embora nordestino, foi adotado por São Paulo. Como a eleição é para a capital paulista, esclarece Lula que mora em São Bernardo do Campo, mas passa 14h por dia na capital, ou seja, nas restantes dez horas dorme, toma banho e cumpre todas suas tarefas em casa e com a família.