Militares da reserva enfrentam críticas feitas por ministros de Dilma

Generais de pijama querem olho por olho, dente por dente 

Militares da reserva que chiaram na semana passada contra críticas à ditadura feitas por ministros de Dilma Rousseff vêm distribuindo uma lista com 120 nomes de pessoas supostamente mortas pelos guerrilheiros durante a ditadura. 

Os generais de pijama defendem que a Comissão da Verdade também apure essas mortes e não só os crimes cometidos pelos militares.

A relação de nomes, a que a coluna teve acesso, começa com o vigia Paulo Macena, que teria sido morto em uma "explosão de bomba deixada por uma organização terrorista, em protesto contra a aprovação da Lei que extinguiu a UNE", em 12 de novembro de 1964, e vai até a morte do soldado da PM de São Paulo Geraldo José Nogueira, "morto numa operação de captura de terroristas", em 10 de abril de 1974.

"Eles esquecem que os familiares de todos esses mortos conseguiram enterrar os seus, o que não foi permitido aos que desapareceram nos porões da ditadura", rebate um deputado que esteve ligado à criação da Comissão da Verdade.