Sejam bem-vindos ao 'JB Ambiental' 

Prezados Leitores,

A natural evolução das premissas que pautaram a Rio-92, apontam hoje, 20 anos depois, para algumas diferenças que nos encorajam a esperar melhores resultados concretos:

1) Os atuais organizadores (ONU-PNUMA), privilegiaram a interlocução com os empresários e a sociedade civil, com o decidido apoio do Terceiro Setor, uma vez que as políticas de governo são, necessariamente, mais lentas e difíceis de vencer a pluralidade de resistências;

2) O que não embarga, no entanto, a consciência de que – por outro lado – medidas fiscais e decretos podem contribuir de forma decisiva para conquistas “da economia verde”. Ainda hoje, o secretário do Ambiente do Estado do Rio, Carlos Minc, em artigo na grande imprensa, relaciona medidas oficiais vitoriosas nessa conquista: a) a energia eólica no Brasil representava até o fim da década passada 0,2% da nossa matriz energética e a Carta dos Ventos, de 2009, elencou 12 medidas para modificar essa escala. Retirou-se o IPI das turbinas, por exemplo, das torres e hélices, promovendo-se, além disso, leilões anuais. Resultado: quintuplicaram os investimentos em energia eólica o preço caiu 60%, tornando interessante essa fonte renovável; 

b) a água – romanticamente tida como infinita e gratuita, tornou-se poluída e desperdiçada. Mas com a cobrança da Taxa de Recursos Hídricos e a conseqüente destinação desses recursos para os Comitês de Bacia, as indústrias passaram a adotar o “reúso” da água e os comitês aplicaram em saneamento e financiaram (para os agricultores) o plantio de matas ciliares, garantindo mais água limpa – a menor preço. 

Reinaldo Paes Barreto – da Redação