'A Fazenda': "eu adoro os gays", esclarece Compadre Washington

Compadre Washington é conhecido no Brasil inteiro por ser um dos vocalistas do "É o Tchan", banda de axé que fez sucesso na década de 90. Após passar um tempo afastado dos palcos, Compadre voltou ao comando do "É o Tchan", junto com o cantor Beto Jamaica, e aproveitou sua participação em A Fazenda para divulgar o seu retorno à banda. O cantor foi o oitavo eliminado do reality show e, em entrevista exclusiva ao Terra, comentou os rumores de que teria discriminado os gays em comentários feitos no confinamento. "Não sou contra, eu adoro os gays", disse. Compadre também falou sobre as ofensas que fez a Raquel Pacheco (Bruna Surfistinha) e o pedido de desculpas que pretende fazer assim que encontrá-la. "Vou pedir desculpas quando encontrá-la, porque peguei pesado em algumas coisas", admitiu. Leia abaixo a entrevista completa.

Você achou que ficaria tanto tempo confinado em 'A Fazenda'? 

Compadre Washington - Não. Pelos acontecimentos (morte da irmã poucos dias antes do programa começar) eu não estava muito afim, estava meio triste e, quanto mais rápido eu saísse, para mim seria melhor, para ficar com a minha família. Mas fui me adaptando, me acostumando e fiquei tranquilo. Saí no momento certo.

Agora que você saiu do programa, a sua torcida é por quem? 

Compadre Washington - Para o Thiago ou o Dinei. Um dos dois.

Você se decepcionou com alguém depois que saiu do confinamento? 

Compadre Washington - Eu vi algumas imagens, mas faz parte do jogo. Eles foram porcos comigo e eu fui porco com eles também. Faz parte porque eles não me conhecem, eu não os conheço. O único com quem eu tinha mais aproximação era com o Dinei e depois tive aproximação com o Thiago. Mas se eles agiram com falsidade, eu também agi.

Você não acha que foi um pouco moralista com a Raquel? Não acha que pegou pesado demais nas ofensas? (Os dois brigaram após a ex-garota de programa ter feito brincadeiras com um pepino) 

Compadre Washington - Não é questão de ser moralista. É um programa que é transmitido 24 horas por dia, tem famílias vendo. Não estou sendo machista nem nada, mas achei a brincadeira sem graça, até porque isso não se faz. Não gostei da atitude dela de brincar assim comigo, até porque nunca parti para brincar com ninguém assim do jeito que ela brincou. Não gostei por causa disso, mas se eu ofendi alguém aqui fora, peço desculpas. Não gostei, é meu modo de ser, eu sou um cara homem e não aceito essas brincadeiras, principalmente com uma pessoa com quem não tenho intimidade. Quando é alguém com quem você tem intimidade, até vá lá aceitar a brincadeira. Quando você não tem intimidade, você não pode brincar, tem que maneirar o que vai falar ou fazer com as pessoas.

Você disse que tinha se arrependido e que pediria desculpas a Raquel. Por que você demorou tanto para perceber o seu erro e se arrepender? Por que não se desculpou quando ainda estava no confinamento?

Compadre Washington - Não, eu não demorei muito para me arrepender. Eu me arrependi das coisas que eu falei e não deveria ter falado no dia seguinte. Não pedi desculpas a Raquel enquanto estava lá dentro porque logo depois ela virou fazendeira. Não queria que ela pensasse que fui pedir desculpas por ela ser fazendeira. Tanto é que falei que, se por acaso eu ficasse, pediria desculpas após ela perder o cargo de fazendeira. Mas, com certeza, vou pedir desculpas quando encontrá-la, porque peguei pesado em algumas coisas.

Você acha que o público escolheu te eliminar por causa do seu desentendimento com a Raquel ou acha que algum outro motivo levou à sua saída? 

Compadre Washington - Eu não sei. Se me eliminaram, fizeram até um bem para mim, porque eu já não estava mais com vontade de ficar no programa, já estava meio cansado. Pode ter sido por eu ter brigado com a Raquel, mas Deus sabe o que faz. Se me botaram para fora é porque estava no meu momento mesmo.

Você acha que a sua participação em 'A Fazenda' fará com que o Tchan consiga fazer mais shows? 

Compadre Washington - O Tchan já está fazendo shows. Esse momento que eu apareci na mídia foi bom porque eu divulguei mais ainda a banda. Tem pessoas que não sabiam do retorno meu e do Beto (Jamaica). Aproveitei o momento para vender o meu peixe, ou seja, divulgar que o Tchan estava de volta.

Os peões de 'A Fazenda' sempre reclamavam que você era preguiçoso. O que você acha desses comentários? 

Compadre Washington - Eu não sou preguiçoso, só que lá você tem que fazer o que é para você fazer. Eu fazia a minha parte e ajudava quem eu queria. Quando acabava a minha tarefa e eu não tinha mais nada para fazer, tomava meu café e ia deitar. Enquanto uns ficavam na piscina, outros ficavam batendo papo, eu ia deitar, porque eu já estava de ressentimento. Não sou preguiçoso. A minha obrigação era cuidar dos porcos e eu cuidava dos porcos todos os dias, acordava no horário certo, nunca levei uma reclamação. Fazia minha parte e ia descansar. Não ia ficar tomando sol, já sou bronzeado. Ficar falando da vida dos outros também não era para mim.

Tem mais algum outro assunto que você gostaria de comentar? 

Compadre Washington - Ouvi alguns boatos de que algumas pessoas do movimento gay de Salvador falaram que eu estava discriminando os gays (em conversas que teve no confinamento). Eu nunca discriminei gay não. Eu adoro os gays, tanto é que no meu escritório o nosso recepcionista é gay. Não sou contra, eu adoro os gays, o público do Tchan tem muitos gays e eu sempre os chamo para dançar no palco e tudo mais.