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País - Eleições 2018

Alckmin diz que combaterá invasões de terra

Jornal do Brasil EDLA LULA, edla.lula@jb.com.br

O candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou ontem que, se eleito, será implacável com as invasões de terra no Brasil. Ele também disse ser favorável ao porte de armas nas zonas rurais. Durante sabatina promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o ex-governador de São Paulo citou o exemplo dos conflitos de terra no Pontal do Paranapanema, quando, segundo ele, o governo conduziu “com firmeza” as desocupações.
“Invadiu, desinvade”, vociferou taxativo, ao se referir a eventuais ocupações de fazendas. “Sendo presidente, vou cobrar dos governadores, porque muitas vezes tem decisão judicial de reintegração de posse que não é cumprida. Se não cumprirmos decisão judicial, estamos abrindo abrir mão da democracia. Isso é valor, é princípio. Quando não se cumpre decisão judicial, cabe à polícia, por ordem judicial, executá-la”, completou.
Alckmin foi aplaudido pelos ruralistas ao prometer reeditar a medida provisória de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) que estabelecia que terras invadidas não podem ser desapropriadas para a reforma agrária num período de dois anos. Publicada em 2000 por FHC, a MP, conhecida como “lei anti-invasão”, foi descartada assim que o governo petista assumiu, em 2003. O argumento é de que as invasões representam “insegurança jurídica” para o país, o que acaba por prejudicar os investimentos.
O porte de armas, tema típico de Jair Bolsonaro (PSL), também foi defendido pelo tucano. Só que apenas na zona rural. “Só quem não morou na área rural não sabe o que é”, ponderou, ao justificar que nas cidades, o cidadão dispõe de instrumentos para se proteger, como o telefone 190. “Em três minutos a política chega”.
O empresariado do agronegócio também aplaudiu quando a moderadora instou Alckmin a ser mais incisivo nos debates com Bolsonaro, que subtrai votos tucanos inclusive entre os ruralistas. “Não vou mudar, porque se mudar não sou eu. O Brasil não precisa de showman, de gritaria ou soco na mesa. O Brasil precisa de um governo que funcione, precisa voltar ao normal”.



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