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JB no campo: Em busca do candidato perfeito

Jornal do Brasil EVANDRO GUIMARÃES, evandrog44@gmail.com

Centenas de diferentes entidades se posicionam para obter compromissos dos futuros membros do Executivo e Legislativo que serão eleitos brevemente. Em primeiro lugar, as entidades públicas ou privadas buscam que defenda seus interesses diretos, procuram afastar ameaças ao seu funcionamento, é natural. As entidades que conseguem amealhar mais votos e eleger uma bancada mais sólida partem com vantagem. Entidades proibidas por compliance ou por restrições de esfera pública começam em grande desvantagem e raramente alguém luta por elas de maneira aberta. Afinal, são maiores os interesses que os recursos disponíveis .

Reside aí uma grande obstrução ao verdadeiro interesse do produtor, dada a grande matriz de necessidades de base geográfica versus culturas, clima, localização, tecnologia na pecuária de corte ou de leite , e com complexidade ampliada por rebanhos diversos com influência brutal dos efeitos de escala e melhoramento genético. Compreender e estabelecer uma ordenação nesse mundo é tarefa para gigantes e não deveria ser produto de níveis de influência política regional ou qualquer ordem. Si , a destinação de recursos deveria ser em primeiro momento um trabalho técnico independente, de grande valor para a Nação. No imenso trabalho a fazer, para otimizar a aplicação dos recursos do tesouro no plano Safra , a cada ano de vigência, de onde partimos hoje? De um orçamento base zero, de uma referência histórica, de uma avaliação de origem e destinação de recursos? Consideramos a enorme quantidade de variáveis existentes a cada rebanho ou cultura? Temos transparência na ampla divulgação desses resultados comparativos ou só temos acesso a montantes e resultados de produção e produtividade por segmentos? Muitas vezes, não são através apenas de divulgações das associações daquela cultura ou segmento ?

Mãos à obra. Há uma grande tarefa que interessa e que precisa se tornar o compromisso de cada candidato em qualquer nível: temos que deixar um trabalho continuado de avaliação e propostas ser realizado de forma diferente. Utilizando em grande parte os bons agentes públicos que já fazem isso mas não tem o prestígio, a visibilidade, os recursos para analisar melho , sugerir montantes de aplicações, sugerir convincentemente o que são prioridades econômicas e social . Temos que resgatar a capacidade de avaliação do retorno e das correções de planejamento, de forma segmentado . Temos que estabelecer uma continuidade para as funções de planejar e orçar. Temos que eleger aquilo que de fato interessa a todos os produtores, que é a melhoria democratizada do conjunto da produção pecuária e agrícol. Ou não seremos democracia nunca se continuarmos a seletivamente oferecer maiores condições de ganhos de produtividade para poucos e em geral, maiore . Produtividade é sangue para circular no organismo democrático, deve ser acessável pela maior população possível de produtores rurais. Na verdade, existem coisas menos complicadas para nós produtores exigirmos de futuros eleitos e reeleitos. Por exemplo, podemos os produtores, com nossos voto , expressarmos a necessidade de dotar a Embrapa de mais recursos. A Embrapa é o melhor exemplo de que podemos ter melhor distribuição de valiosos conhecimentos para todos os produtores em praticamente todos os setores do nosso mundo rural. Mas não lutamos para que a Embrapa tenha mais recurso . Endeusamos a tecnologia e a pesquisa e nos esqueçemos da óbvia necessidade de defender mais investimento para a instituição que é o sinônimo desses insumos essenciais .

Seu candidato se compromete com mais recursos para Embrapa ? Ainda dá tempo de perguntar.



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