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Mais 1 ano de Lava Jato: Procuradoria-Geral prorroga operação; orçamento será de R$ 1,65 milhão

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A Operação Lava Jato em Curitiba foi prorrogada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A partir de 9 de setembro, os procuradores que integram a força-tarefa do Ministério Público Federal terão mais um ano para prosseguir com as investigações sobre o esquema de corrupção instalado na Petrobras. A extensão do prazo, por ato da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ainda precisa ser referendada pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF).


Com a medida, a atual estrutura de 14 procuradores será mantida em Curitiba por pelo menos mais um ano. A força-tarefa foi criada em março de 2014, pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Na época, seis procuradores passaram a investigar os fatos iniciais apurados na operação.

Delação premiada e leniência


De acordo com a Procuradoria-Geral da República, até julho deste ano, foram abertos 1,7 mil procedimentos de investigação e realizadas 844 buscas e apreensões, 210 conduções coercitivas e 104 prisões temporárias. Até o momento, 157 investigados foram condenados. As penas somam 1.563 anos de prisão. Na semana passada, os procuradores da força-tarefa anunciaram a devolução de R$ 1 bilhão aos cofres da estatal petrolífera, recuperados por meio de acordos de delação premiada e de leniência. Ao todo, já foram devolvidos à Petrobras R$ 2,5 bilhões.


No início deste mês, o CSMPF decidiu ampliar a proposta inicial de orçamento do ano que vem para a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, de R$ 522,6 mil para R$ 1,65 milhão. Os recursos são destinados sobretudo ao custeio de gastos com diárias e passagens de procuradores e servidores. Para chegar a esse valor, foram retirados recursos de outras áreas do Ministério Público Federal (MPF), sendo reduzidos o orçamento para concursos e o reajuste dos valores de diárias.


O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva é o alvo maior da Lava Jato. Condenado a 12 anos e um mês de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do triplex do Guarujá, o ex-presidente cumpre a pena desde 7 de abril em uma sala especial da Polícia Federal em Curitiba.



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