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ONU teme até 800 mil deslocados em caso de ofensiva em Idlib

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A ofensiva do regime contra a província de Idlib, no noroeste da Síria, poderia resultar em até 800.000 deslocados entre a população civil, que já vive em condições precárias - alertou a ONU nesta quarta-feira (29).

A província de Idlib, na fronteira com a Turquia e último grande reduto insurgente na Síria, está na mira de Bashar al-Assad e de seu aliado russo. Segundo especialistas, uma operação militar limitada poderia ser dirigida contra alguns setores desta província.

"Em caso de escalada na área, tememos que até 800.000 pessoas sejam deslocadas", advertiu a porta-voz do Escritório das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários (OCHA) em Damasco, Linda Rom, em entrevista à AFP.

"O número já elevado de pessoas que precisam de assistência humanitária pode aumentar dramaticamente", acrescentou.

A responsável desta entidade da ONU destacou "a imensa extensão da catástrofe humanitária que poderia ocorrer na região de Idlib".

De acordo com o OCHA, vivem cerca de três milhões de pessoas em Idlib e nos bolsões rebeldes nas províncias vizinhas de Hama, Aleppo e Latakia.

Quase metade deles é de deslocados que fugiram da violência em outras partes da Síria, abalada desde 2011 por uma guerra que deixou mais de 350.000 mortos.

OCHA considera que dois milhões de pessoas são pessoas vulneráveis que precisam de assistência humanitária.

"O que tememos é que a ajuda humanitária que atualmente é entregue através da fronteira turca seja comprometida [...] Isso vai afetar as pessoas [...] que dela necessitam", lamentou Tom.

Nos últimos meses, milhares de rebeldes e civis foram transferidos dos redutos insurgentes reconquistados pelo regime sírio em outras partes do país, após acordos de rendição e ofensivas.

 

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