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Trump celebra acordo comercial com o México e anuncia negociações com Canadá

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O presidente americano Donald Trump anunciou nesta segunda-feira que os Estados Unidos chegaram a um acordo muito bom com o México e que as conversações com Canadá começariam em breve sobre um novo pacto regional de livre comércio.

"É um grande dia para o comércio. É uma acordo muito bom para ambos os países", disse Trump.

"Canadá, começaremos as negociações em breve. Tefonarei para seu primeiro-ministro muito em breve", acrescentou.

A equipe do presidente eleito do México, Andrés Manuel López Obrador, celebrou o acordo.

"Vemos como um avanço positivo o entendimento que hoje se anuncia pois reduz a incerteza sobre a economia", disse nesta segunda-feira em coletiva de imprensa Marcelo Ebrard, designado como próximo chanceler por López Obrador.

Os negociadores dos Estados Unidos e do México trabalharam nas últimas cinco semanas para resolver divergências no contexto da revisão do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) que começaram há um ano, enquanto o Canadá, terceiro sócio do acordo, espera para se juntar às negociações assim que esses temas bilaterais estiverem resolvidos.

A notícia de um próximo acordo preliminar para modernizar o Nafta, vigente entre Estados Unidos, México e Canadá desde 1994, impulsionou a alta na Bolsa de Wall Street.

"Vê-se um grande acordo com o México", tuitou Trump na segunda-feira de manhã, antes do anúncio no Salão Oval.

"Em breve falarei com o presidente Trump sobre os últimos avanços no nível bilateral da negociação do Nafta, com o qual o Canadá poderá se reincorporar às práticas", tuitou o presidente mexicano Enrique Peña Nieto.

Ambos os tuítes foram depois que os negociadores americanos e mexicanos retomaram as reuniões na segunda-feira em Washington, após as negociações do final de semana.

"Temos que fazer uma última negociação em um tema central e ontem (domingo), como os especialistas não estavam disponíveis, não pudemos terminar e agora mesmo estamos trabalhando nisso", disse o secretário da Economoa de México, Ildefonso Guajardo, sem dar mais detalhes.

No entanto, Guajardo insistiu que os esforços para conseguir um novo Nafta não estarão concluídos até que o Canadá se junte à mesa.

"Não vamos a revelar nada porque muitas dessas coisas envolvem o Canadá. Até que não terminemos com a posição do Canadá, não poderemos revelar todos os elementos", disse Guajardo a jornalistas.

- Automóveis e energia -
O Nafta está sob revisão desde agosto de 2017 a instâncias de Trump, que o considera "um desastre" para seu país e ameaçou inclusive abandoná-lo ou fazer acordos separadamente com cada um dos dois sócios.

Os negociadores trabalham contra o relógio para fechar um novo Nafta antes do fim de agosto, antes que Peña Nieto entregue o cargo ao mandatário eleito, Andrés Manuel López Obrador, em 1 de dezembro.

Guajardo e Lighthizer começaram a se reunir no final de julho para resolver assuntos bilaterais, depois que as negociações entre os três sócios esragnaram em maio, em parte pelas eleições no México.

Um dos grandes entraves nas negociações bilaterais foi o tema das regras de origem da indústria automotora, que os Estados Unidos pretende endurecer, tirando do México as vantagens obtidas pelos baixos salários e o comércio livre de tarifas.

Segundo a imprensa, o novo acordo aumentará o requisito de conteúdo regional em veículos produzidos na América do Norte, passando dos atuais 62,5% para cerce de 70%. Além disso, se exigirá que 40% do valor venha de zonas com salários de cerca de 16 dólares a hora.

Jesús Seade, delegado de López Obrador nas negociações do Nafta não confirmou no sábado essas informações, mas disse que o tema automotor estava "basicamente resolvido", embora tenha admitido que ainda havia "prazos e coisas" por resolver.

Outro assunto espinhoso tem a ver com a alegada intenção de Washington de incluir um novo capítulo sobre energia no modernizado Nafta, contrariando López Obrador, que prevê reformas nesse setor muito sensível para os investidores.

Seade disse no domingo que "o grande tema energético" está "pré-acordado".

"É o que estamos avançando", apontou, após assegurar no sábado que já se havia alcançado "algo satisfatório" embora sujeito a ajustes técnicos.



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