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Para o presidente do BNDES, alta do dólar não afetará decisão de investidores; moeda americana fecha a R$ 4,1203

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A alta recente do dólar se deve à volatilidade de “curtíssimo” prazo e não deverá afetar decisões de longo prazo sobre investimentos, disse o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira. Por isso, o executivo não crê que a alta do dólar afetará as perspectivas de liberações de crédito do banco.

Segundo Oliveira, os desembolsos para empréstimos já aprovados somaram cerca de R$ 33 bilhões de janeiro a julho, sendo que as consultas por pedidos de crédito e os enquadramentos de pedidos para análise subiram 4% e 18%, respectivamente.

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Segundo o presidente do BNDES, desembolsos atingirão até R$ 80 bilhões em 2018

Com isso, o BNDES mantém a expectativa de liberar de R$ 70 bilhões a R$ 80 bilhões neste ano. Ano passado, os desembolsos somaram R$ 70,751 bilhões.

Ainda sobre o dólar, Oliveira não crê que a alta recente na cotação da moeda americana vá aumentar a demanda de investidores em infraestrutura por mecanismos de proteção contra o risco cambial. Segundo o presidente do BNDES, as medidas serão adotadas, mas, pelas condições atuais, é mais vantajoso para os investidores captarem no mercado local do que no exterior.

Sétimo dia de alta

O dólar emplacou sua sétima alta consecutiva, refletindo as tensões no mercado internacional, combinado com frustração dos especuladores com o cenário eleitoral. O dólar fechou em alta de 1,45% no mercado à vista e atingiu R$ 4,1203 - terceiro maior valor da história do Plano Real.

Em sete altas consecutivas, o dólar “spot” já subiu 6,69%, levando o acumulado de agosto para uma elevação de 9,72%. O valor de fechamento de hoje é o maior desde 21 de janeiro de 2016. Naquele dia, a divisa havia fechado aos R$ 4,1705.

O silêncio do Banco Central diante da nova escalada do dólar foi considerado por diversos analistas como um fator de incerteza para o mercado. Para os profissionais, a falta de uma sinalização deixa em aberto qual seria o “teto” da moeda. Por conta disso, afirmam, os negócios no mercado à vista se retraem, enquanto a pressão no mercado futuro se mantém firme, o que leva o dólar a galgar novos patamares a cada dia. A quinta-feira foi de alta generalizada do dólar ante moedas emergentes, em meio a uma série de temores, a. Um dos pontos de tensão foi o início da vigência de novas tarifas dos EUA contra a China,

O cenário doméstico não trouxe grandes novidades, depois dos dias de agitação por conta da divulgação de pesquisas eleitorais Nem por isso a cautela do investidor se dissipou, uma vez que a percepção é de que pode ser grande o desafio de Geraldo Alckmin (PSDB) de chegar ao segundo turno da eleição presidencial.

Bovespa

A reação dos investidores aos cenários externo e interno,impactou o desempenho do Ibovespa, que voltou a operar no nível dos 75 mil pontos, após ter oscilado 1.700 pontos entre a máxima e a mínima intraday. No fechamento da sessão de negócios, o principal índice do mercado acionário brasileiro marcou 75.633,77 pontos, em baixa de 1,65%.



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