Jornal do Brasil

Economia

Dólar sobe com briga da Ptax, em meio a cautela com emergentes e TSE

Jornal do Brasil

Sob pressão da disputa técnica em torno da formação da última Ptax de agosto, o dólar à vista caiu pontualmente nesta sexta-feira, 31, mas já retomou a alta registrada nos primeiros negócios. Já o dólar futuro de outubro, mais negociado a partir de hoje, seguia em baixa há pouco, depois de ter subido à máxima de R$ 4,1875 (+0,18%) no começo da sessão.

A valorização da moeda americana ante o real acompanha o desempenho positivo no exterior em relação a outras divisas emergentes. O mercado local opera sob cautela política antes do possível julgamento da candidatura do ex-presidente Lula pelo TSE, a partir das 14h30.

A perspectiva do início da rolagem do vencimento de swap cambial de outubro na próxima segunda-feira, anunciado ontem, ajuda a amenizar os ajustes da moeda americana, disse um operador de uma corretora. Há grande expectativa sobre a abertura dos mercados na Argentina. Ontem, o Banco Central da República Argentina (BCRA) elevou a taxa básica de juros de 45% para 60% e aumentou o compulsório bancário em 5 pontos porcentuais. Outra ação foi um leilão de US$ 500 milhões, com o mercado tomando US$ 330 milhões.

"Segue a cautela, vamos ver como será a abertura na Argentina para aí sim poder traçar algum norte. Dependendo de como as moedas se comportarem, é certeza que veremos o mercado testando novamente o Banco Central", diz o operador Luis Felipe Laudisio dos Santos, da corretora Renascença.

Os investidores olham sem entusiasmo o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 0,2% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre deste ano, que veio dentro do esperado e totalizou R$ R$ 1,693 trilhão. O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast (recuo de 0,62% a crescimento de 0,50%) e acima da mediana de +0,1%. Na comparação com o segundo trimestre de 2017, o PIB avançou 1,0% no segundo trimestre deste ano. O resultado ficou dentro das estimavas dos analistas, que previam expansão entre 0,64% e 1,50%, com mediana de 1,10%.

No mercado de câmbio, neste fim de mês, os investidores estrangeiros se destacam na posição comprada em contratos cambiais (dólar futuro e FRA de cupom cambial tendo como contraparte vendida os bancos e fundos nacionais), enquanto os bancos e fundos nacionais dividem a posição comprada em swap cambial, incluindo os contratos extras vendidos pelo BC em leilões extraordinários no começo de junho em meio ao andamento da greve de caminhoneiros.

Às 9h35, o dólar à vista subia 0,04%, a R$ 4,1551. O dólar futuro de outubro, mais negociado a partir de hoje, caía 0,33%, a R$ 4,1665.

 



Recomendadas para você