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Juros futuros sobem com dólar, em meio à aceleração do IGP-M

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Após abrirem em alta nesta quinta-feira, 30, os juros futuros recuaram, mas já voltavam a subir com o dólar, que renovava máximas. A divisa americana sobe com influência da valorização da moeda dos EUA frente divisas emergentes, mas a aceleração do IGP-M, possivelmente com repasse do salto de quase 10% do dólar ante o real em agosto, e o quadro eleitoral afetam o sentimento dos agentes financeiros nesta manhã.

Também o quadro fiscal preocupa após a decisão do presidente Michel Temer de não barrar o reajuste dos servidores públicos no ano que vem; a folha de pagamento do funcionalismo da União vai crescer 13,7% acima da inflação de 2017 a 2019. O custo para as contas públicas corresponde a R$ 38,1 bilhões a mais. Além disso, Temer confirmou ao Estadão/Broadcast que enviará ao Congresso projeto para permitir o reajuste do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de 16,38%, que eles mesmos aprovaram. O aumento será concedido em contrapartida à derrubada do auxílio-moradia dos juízes.

O sócio e gestor de renda fixa da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, diz que a cena eleitoral não traz notícias que, na avaliação dele, permitam um ajuste para baixo nas taxas. "O desempenho do tucano Geraldo Alckmin ontem na TV foi neutro para mim, mas muitos consideraram negativa. Porque ele não se sobressaiu. Não empolgou", disse Petrassi.

Além disso, no câmbio, pesa no sentimento uma sondagem eleitoral divulgada pelo Poder360, mostrando que Fernando Haddad (PT) pode receber quase que a totalidade do repasse de votos do ex-presidente Lula, destaca em relatório hoje o operador Luis Felipe Laudisio dos Santos, da Corretora Renascença.

O IGP-M veio mais alto em agosto, o que ajudou a apoiar um ajuste para cima nas taxas no início da sessão em meio ao dólar forte ante o real e outras moedas emergentes.

Às 9h35, o DI para janeiro de 2020 estava a 8,50%, ante 8,456% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2021 exibia 9,64%, ante 9,596% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2025 estava em 12,05%, ante 12,014% no ajuste de ontem.

 



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