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Economia

China anuncia plano para corte de US$ 6,6 bilhões em impostos e taxas

Indústria chinesa tem perdido vantagem competitiva em comparação com os EUA

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O Conselho Estatal da China, o gabinete nacional, anunciou nesta quinta-feira novas medidas para relaxar neste ano a carga tributária sobre exportadoras e outras companhias em mais de 45 bilhões de yuans (US$ 6,6 bilhões). A medida é adotada no momento em que Pequim amplia os esforços para impulsionar o crescimento econômico, em meio a crescentes tensões comerciais.

O governo decidiu reduzir impostos para companhias que tiveram problemas na produção devido à campanha oficial para reduzir o excesso de capacidade e ajustar as taxas de desconto na exportação de alguns produtos, disse o gabinete.

A partir do próximo mês, o imposto sobre valor agregado sobre juros de impostos para algumas empresas menores será retirado até 2020, anunciou o gabinete.

Além disso, investidores internacionais não terá de pagar imposto sobre valor agregado sobre juros de receitas no mercado de bônus chinês. Essa política, voltada a trazer mais fundos para o país, estará em vigor durante três anos.

O anúncio desta quinta-feira ocorre no momento em que mais economistas pedem cortes de impostos no país. O setor industrial chinês tem perdido vantagem competitiva em comparação com os EUA sobretudo por causa de tarifas e taxas, segundo estudo do Centro para Trocas Econômicas Internacionais da China, um órgão de pesquisa oficial. Fonte: Dow Jones Newswires.

China manterá ritmo em suas mudanças econômicas, independentemente dos EUA

Declarações reforçam rejeição chinesa às demandas dos Estados Unidos

China

O governo da China afirmou que realizará mudanças econômicas no seu ritmo, independentemente da pressão dos Estados Unidos. Além disso, Pequim argumentou que a disputa bilateral sobre política tecnológica somente pode ser resolvida por meio de negociações entre iguais, disse nesta quinta-feira um porta-voz do Ministério do Comércio, Gao Feng.

As declarações reforçam a rejeição chinesa às demandas dos EUA para que reduza seus planos de transferência de tecnologia, que segundo Washington violam acordos de livre-comércio e podem prejudicar a indústria americana.

O porta-voz não deu indicações de planos para mais negociações sobre o conflito comercial dos dois países, que ameaça o comércio global e o crescimento econômico. "Não importa que medidas os Estados Unidos adotam para exercer pressão, a China continuará com reformas e abertura em seu próprio ritmo."

Os dois lados impuseram tarifas sobre US$ 50 bilhões em produtos um do outro, em uma batalha sobre os planos chineses para a criação de empresas fortes no setor de robótica, carros elétricos e outras tecnologias. O governo Trump pode acrescentar tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em produtos chineses e Pequim ameaça retaliar. Na semana passada, conversas bilaterais terminaram sem indicações de progressos.

"O diálogo e as consultas baseados na igualdade e na boa fé são a única escolha correta para resolver as fricções comerciais entre chineses e os EUA", afirmou Gao. Segundo ele, os dois lados "mantêm contatos", mas o porta-voz não deu detalhes.

Gao afirmou que a China espera a "decisão correta" dos EUA sobre eventuais novas tarifas. Segundo ele, a postura linha-dura dos EUA não tem funcionado com a China. O porta-voz disse ainda que algumas empresas chinesas são afetadas pela disputa comercial, mas que o governo trabalha para mitigar esses impactos. Fonte: Associated Press.



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