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Economia

Desde fevereiro, gasolina subiu 39,15% nas refinarias. Dólar avançou 26,88% e barril, 16,44%

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A Petrobras anunciou ontem que o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, que entra em vigor hoje, será de R$ 2,1079, alta de 1,20% sobre os R$ 2,0829 de ontem. Este será o maior patamar da era de reajustes diários iniciado a partir de junho do ano passado, no segundo ano da gestão Pedro Parente. Por força da escalada dos reajustes deste ano, que acompanharam a variação do dólar e do preço do petróleo (barril do óleo Brent, do Mar do Norte), houve a escalada do preço da gasolina, do dieselo e do GLP (gás de bujão) que levou à greve dos caminhoneiros e custou a demissão do ex-presidente.

Neste mês, o litro da gasolina terá subido (até hoje) 7,10% nas refinarias da Petrobras. Desde o início da sistemática de oscilações diárias, há pouco mais de um ano, o aumento é superior a 50%. Desde 19 de fevereiro o dólar, que fechou ontem a R$ 4,1197, com ligeira baixa de 0,43%, já subiu 26,88%. O barril do petróleo tipo Brent, que é uma das rafereências do preço do barril (a ANP também leva em conta o preço do petróleo produzido no país), subiu 16,44% desde fevereiro.

Mas nesse período, o preço da gasolina - que ficou à margem da redução e tabelamento do diesel desde 1º de junho deste ano - subiu consideralmente. Desde 19 de fevereiro acumula alta de 39,15% (que antes era compartilhada com o diesel e o GLP). O preço do diesel, aliás, segue inalterado desde o dia 1º de junho, em R$ 2,0316.

Além da disparada do dólar e do preço do barril, um fator extra veio complicar a política de formação de preços de combustíveis da estatal: a explosão que paralisou a produção da Refinaria do Planalto (em Paulínia-SP), a maior refinaria do país, responsável por 40% da produção da Petrobras. Desde a explosão em 20 de agosto, a refinaria não retomou as atividades. Paulínea distribui, por oleodutos derivados de petróleo já refinados até bases no Triângulo Mineira e no Planalto Central. A produção está sendo remanejada de outras refinarias que produziam com ociosiodade, mas os custos de cistribuição aumentaram, com maior uso de caminhões.

Em comunicado ao mercado, a Petrobras informou ontem ter tomado conhecimento de que uma corte do judiciário holandês acatou pedido de arbitragem da Vantage Drilling, embora não tenha sido citada ou notificada dessa decisão. A estatal diz que buscará medidas legais para anular a sentença arbitral e defender sua posição.

Em comunicado ao mercado, a Petrobras informou ontem ter tomado conhecimento de que uma corte do judiciário holandês acatou pedido de arbitragem da Vantage Drilling, embora não tenha sido citada ou notificada dessa decisão. A estatal diz que buscará medidas legais para anular a sentença arbitral e defender sua posição.

Petroleiras na 5ª Rodada


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou ontem a inscrição de seis petroleiras para a 5ª Rodada de Partilha da Produção, em setembro. São elas a BP Energy do Brasil, CNODC Brasil Petróleo e Gás, DEA Deutsche Erdoel AG, QPI Brasil Petróleo, Shell Brasil Petróleo e Total E&P do Brasil. Dessas empresas, apenas a DEA ainda não possui contrato para explorar e produzir petróleo e gás natural no país.

Ao todo, a agência recebeu manifestação de interesse de 12 empresas, que terão as solicitações analisadas nas próximas reuniões da comissão especial de licitação. A 5ª Rodada de Partilha da Produção acontecerá no dia 28 de setembro, quando serão ofertadas as áreas de Saturno, Titã, Pau Brasil e Sudoeste de Tartaruga Verde, localizadas nas bacias de Santos e Campos.



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