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Bolsas de NY fecham em alta, mas ficam longe das máximas do dia

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Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta terça-feira, 21, em alta em um cenário de abrandamento das disputas comerciais e com os investidores digerindo o panorama de taxas de juros globais ainda baixas. Os principais indicadores, no entanto, terminaram longe das máximas do dia, com os agentes do mercado monitorando o possível acordo de confissão de culpa do advogado Michael Cohen, que já representou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,25%, aos 25.822,29 pontos; o S&P 500 subiu 0,21%, aos 2.862,96 pontos; e o Nasdaq avançou 0,49%, aos 7.859,17 pontos. Mesmo com o avanço dos indicadores, o índice de volatilidade VIX, que é considerado o "medidor de medo" de Wall Street, fechou com ganho de 2,96%, aos 12,86 pontos. Durante o dia, o S&P 500 renovou máxima histórica intraday ao atingir 2.873,23 pontos.

Com a temporada de balanços do segundo trimestre encerrada e os fortes resultados das empresas americanas, os investidores voltaram às compras, dando continuidade ao rali nos mercados de ações nos EUA. No pano de fundo, estão as negociações comerciais entre Washington e Pequim, que devem ter início nesta quarta-feira, 22, de acordo com a imprensa americana. "O movimento de hoje reflete o otimismo de que haja ao menos uma resolução parcial vinda das negociações comerciais. Os investidores estão esperando por progresso", afirmou a estrategista de investimentos Kate Warne, da Edward Jones.

Além das conversas sobre comércio, as atenções estão voltadas à ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) do início do mês e à conferência anual da autoridade monetária dos EUA em Jackson Hole, a partir de quinta-feira. Os participantes do mercado estão atentos sobre o rumo da política do Fed no meio ao cenário comercial adverso e às fortes desvalorizações de moedas de países emergentes. Além disso, nos últimos dias, Trump tem feito diversas críticas às políticas de aumento de juros pelo banco central americano.

Dado o panorama comercial menos avesso entre as duas maiores economias do mundo, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano voltaram a subir, puxando para cima as ações de bancos O papel do Goldman Sachs subiu 1,22%, o do JPMorgan avançou 0,61% e o do Citigroup teve ganho de 1,01%.

As techs, que tiveram um papel importante durante o dia, perderam fôlego. Enquanto Apple (+0,07%) e Netflix (+3,14%) mantiveram os ganhos, ações do Google (-0,37%) e Microsoft (-0,83%) foram para o campo negativo, fazendo com que o subíndice de tecnologia do S&P 500 encerrasse o pregão desta terça-feira em alta de somente 0,07%, aos 1.278,14 pontos.

Parte da falta de fôlego na metade final do pregão veio do noticiário político. Michael Cohen, que já defendeu Trump, fez um acordo de confissão sobre pagamentos que ele teria feito a mulheres que afirmam ter tido casos extraconjugais com o presidente americano. O acordo não inclui cooperação, de acordo com o The New York Times.



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