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Cultura

Anarquia em família: Confira a crítica de "Meu tio e o joelho de porco"

Jornal do Brasil FRANK CARBONE, Especial para o JB

Rafael Terpins teve a melhor infância: seu tio Tico tinha uma banda de rock. E não apenas “mais uma banda de rock’”, mas a Joelho de Porco, uma banda punk-brega-psicodélica-underground de São Paulo, do início dos anos 1980. Tico Terpins é o alvo do longa que seu sobrinho Rafael fez sobre ele e banda, que, dependendo do ponto de vista, cresceu para além do que se imaginava ou nunca chegou a lugar algum.
Entrevistando familiares, outros membros que passaram pela banda, e construindo um diário afetivo de sua própria vida, Terpins torna público com seu filme uma memória familiar das mais doces. Ao mesmo tempo que não promove necessariamente um filme original, ele investiga um grupo de amigos com uma proposta completamente diferente do que já foi visto em matéria de música no país. De quebra, cria um simpático alter ego de seu tio em forma de boneco, que interage com o próprio Rafael.
Tico Terpins e seus amigos motivaram um filme com enorme coração e bem menos anárquico do que se imaginaria, funcionando com uma proposta avessa da que seu tio pregou enquanto músico, mas que, no fundo, acabou fazendo parte de sua múltipla personalidade. Foi o tio dos sonhos. 



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