Mãe vai todos os anos à Nova York homenagear filho morto no 11/9

Andrew Fischer tinha 42 anos. No dia 11 de setembro de 2001, ele estava no restaurante Windows of the World, localizado nos últimos andares da Torre Norte, para uma reunião de trabalho. Seu corpo nunca foi encontrado. Todos os anos, sua família, especialmente sua mãe, Marie Fischer, 81 anos, vai ao World Trade Center prestar uma homenagem ao filho. "Mesmo sabendo que ele não está exatamente aqui, este foi o último lugar onde seu corpo esteve. Se ele estivesse em um cemitério, provavelmente era pra lá que iríamos", diz a americana.

A torre norte foi a primeira a ser atingida naquela manhã de terça-feira. Quem estava acima dos andares atingidos, não teve chances de escapar. Andrew não trabalhava no World Trade Center. Estava lá para uma reunião profissional da empresa de tecnologia ode atuava como analista financeiro. Após a perda, Marie diz ter conseguido encontrar alguma paz. "Quando meu filho morreu, eu estava preparada para aceitar. Eu acredito que a minha fé me fez mais forte. E eu também precisava ser forte para os meus filhos, que pareciam estar sofrendo mais do que eu."

Maria Fisher Timson, 45 anos, se emociona ao falar do irmão. Ela conta que a morte de Andrew fez a família conhecer aspectos de sua personalidade, de sua vida, que eles não sabiam. "Três semanas depois do 11 de setembro, nós realizamos uma missa em sua homenagem, e convidamos todas as pessoas que encontramos em sua agenda. Uma a uma, elas falaram ao microfone, revelando coisas que não sabíamos". Marie, a mãe, diz que, nestes 10 anos, recebeu muitas cartas ("uma cesta delas") dos amigos e colegas de trabalho do filho.

"As respostas que recebi dessas pessoas ajudaram muito no meu luto. Eu aprendi muitas coisas sobre o meu filho. Principalmente como ele tocava a vida das pessoas, como era comunicativo e bem humorado. Andrew era realmente a pessoa que eu achava que era, mas mais do que isso", explica Marie. Uma das coisas que Marie e Maria ficaram sabendo após a morte de Andrew foi o seu envolvimento com a natação. Ele competia tinha uma equipe de natação em uma escola em Manhattan. "Não sabíamos que ele era tão bom", diz Maria.

Mais tarde, a família se envolveu em um projeto que fornece bolsas para futuros campões de natação. Uma homenagem a Andrew, mas também uma maneira de superar a perda. "É muito bom ver o sucesso das crianças. Nossa participação no projeto nos ajudou a seguir em frente. É uma maneira de lembrarmos de Andrew, não a única, mas um jeito importante de manter sua memória viva", explica Maria, que também se comunica com organizações que reúnem famílias que perderam entes queridos no 11 de setembro, como a Voices of September 11th.