Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Trânsito

O transporte em foco

Celso Franco

O TRANSPORTE EM FOCO

Na quinta feira, que passou, apareceram na mídia, duas manchetes, a saber:

Caos no transporte e, a outra, em face de uma entrevista de Hern Thomas Bach, novo presidente do Comitê Olímpico Internacional: o Rio precisa de transformação no seu sistema de transporte.

A primeira manchete se refere a, mais uma pane, no sistema ferroviário, sob a responsabilidade da Super Via, que de super, não tem nada. Para ser super sugiro o nome de Super Trouble, que além de ser, um nome em inglês, sofisticado, traduziria a realidade, é uma “Super dificuldade”.

O responsável mor, ou seja, o Poder Público, na figura do secretário estadual de transportes, o “gentleman”, Júlio Lopes, continua a fazer promessas para o futuro e a culpar o passado. Aliás, pegou muito mal, para o público pagante e votante, a foto, do ilustre secretário, em primeira página, no local do acidente, dando uma gargalhada.

Afinal, ria de que? A única explicação lógica, embora ela não exista, é na expressão do Primo Pobre, naquele velho programa de TV, quando dizia se referindo ao Primo Rico:

“Rico ri a toa!”.Deve ser o caso.

Outro assunto, abafado por mais esse acidente, foi a benevolência, com os donos do trânsito, os empresários de ônibus, sobre a redução do IPVA de seus veículos.

Gostaria se poder gozar do mesmo injusto privilégio, como idoso(88) e ex-combatente.

Se o propósito foi agradar os patrões do transporte, com as tarifas semicongeladas, por que não adotar o URV que, considerando 2 milhões de donos de carro pagando,o pedágio social, geraria uma renda mensal de 100milhões capaz de subsidiar este transporte?

A outra mensagem é sobre o visível caos anunciado nas Olimpíadas face ao transporte deficiente que o Rio tem.

Sobre este assunto, procurei, no intuito, até patriótico de auxiliar, os responsáveis sobre o evento, em face de haver acompanhado a preparação das Olimpíadas de Munique, exatamente na pátria do Sr Bach

Cheguei a dedicar um capítulo, de meu livro de memórias “Eu na contra mão” como responsável pelo trânsito do Estado da Guanabara, com o título; “Olimpíada é coisa séria”.

Se bem me recordo fiz chegar às mãos do, então prefeito, o “imperador” César Maia que, evidentemente o ignorou.

Se tivesse lido, teria visto que, a Olimpíada, naquele país sério, sem oba-oba, tinha um slogan, lógico: “A Olimpíada dos caminhos curtos”, tendo como referência maior a inauguração do seu U-Bahn.(metrô)

A nossa deveria se ter o slogan, inverso: “A Olimpíada dos caminhos longos” e, o pior, desprezando o transporte por mar, em Overcraft., embarcação que não joga e desenvolve 75 km/hora, para o transporte dos eventos na zona oeste. A via marítima , já está pronta.  

O outro fato notável, na organização daquela Olimpíada, foi poder ter ouvido, do presidente do comitê local, ao anunciar o início das obras para o magno evento:

“Senhores, a partir deste momento somos escravos da ditadura do tempo que nos separa dos jogos Olímpicos”.

O Sr Bach citou a cidade de Barcelona, que obteve, graças ás Olimpíadas que realizou, uma reformulação urbanística notável.

Eu que pude visitá-la, após os Jogos e pude constatar, por exemplo que , o cais onde , por várias vezes, estando na Marinha, atracamos o nosso navio, agora .havia se transformado, em um magnífico Shoppig Center Marítimo, como grande atrativo ao final de “lãs ramblas”.

Além da imensa área de pedestres, onde se situa o Hotel Colon , de grande tradição e, a sua tradicionalíssima catedral.

É muito triste para mim ver o que justificou a diplomática observação do Sr Bach, com relação ao que está acontecendo com o Rio e,ainda ter esperanças ao dizer  que: “Nenhuma cidade ficou pronta dois anos e meio antes do evento olímpico.”

Por uma questão de humildade, não citou, o prazo adiantado da sua Munique, pronta um ano antes.

Faz previsões gentis para o progresso do Rio, que, como em toda cidade onde aconteceu esse evento, se possa dizer: que há agora um outro Rio, ou seja, o de depois das Olimpíadas.

Infelizmente, não acredito na melhoria, considerável, da mobilidade urbana, enquanto persistirem hábitos e vícios administrativos, que impeçam a sua reformulação, como aconselhou o ilustre Presidente do Comité Olímpico Internacional, como todo alemão, um otimista. 

Tags: acredito, considerável, infelizmente, na melhoria, não

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