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Quarta-feira, 18 de Julho de 2018 Fundado em 1891
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Caixinha de surpresas

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Belo Horizonte - Os árbitros de vídeo, estreantes na Copa, têm funcionado bem, pois diminuem bastante os erros decisivos do árbitro de campo. O medo de que as partidas parassem por muito tempo não tem ocorrido.

Em muitos lances, principalmente na marcação de pênaltis, as dúvidas continuam, por serem decisões interpretativas. Em outras situações, não há discussão. Mas a decisão final é sempre do árbitro de campo, que, com a ajuda do árbitro de vídeo, acerta mais. Em um dos jogos, o árbitro marcou um pênalti, consultou o vídeo e voltou atrás. O narrador disse que tinha sido uma decisão humana. Seria o árbitro de vídeo um robô?

A Croácia é melhor que a Dinamarca, por ter dois excepcionais armadores (Modric e Rakitic), enquanto a Dinamarca tem um (Eriksen), que é mais um meia ofensivo. A Croácia está bem, mas não vi tanto brilho, como disseram.

A Espanha é favorita contra a Rússia, porém há sempre uma esperança de que o time da casa, empurrado pela torcida, tenha uma atuação heroica. É muito gostoso ver a Espanha jogar, pela troca de passes, pela habilidade e pela criatividade dos armadores. Porém, nenhum deles tem o hábito de fazer gols, além de driblarem pouco, perto da área adversária. Tentam, quase sempre, a troca de passes. Há uma dependência de Diego Costa, um centroavante bastante irregular, que costuma fazer muitos belíssimos gols, mas que, às vezes, passa toda uma partida brigando com a bola.

A Espanha atua com um trio no meio-campo e dois meias que voltam e formam um quinteto. Podem chamar de 4-3-3, 4-5-1 ou 4-1-4-1. Não faz diferença. A Rússia joga com duas linhas de quatro, um meia ofensivo e um centroavante. Podem chamar de 4-4-2 ou de 4-4-1-1. Também não faz diferença. O desenho tático serve apenas de referência. Não há mais nenhum sentido em analisar a maneira de jogar de uma equipe apenas pelo sistema tático.

Antes de começar o Mundial, escrevi que Brasil e Espanha estavam um pouco à frente de outros favoritos. Após a primeira fase, mesmo sem Brasil e Espanha empolgarem, vejo as duas com mais chances de decidir o título, pela sequência dos jogos.

A Bélgica, o time que tem mais agradado, deve enfrentar o Brasil nas quartas de final. Será jogo duro, igual. Se Brasil, Espanha e/ou Bélgica perderem nas oitavas, direi que futebol é uma caixinha de surpresas.



Tags: copa do mundo, futebol, rússia, tostão, árbitros

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