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Quarta-feira, 18 de Julho de 2018 Fundado em 1891
Tom Leão

Colunistas - Tom Leão

Heróis de HQs também dão certo em streamings e TVs

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Hoje em dia, é um tal de universo disso e daquilo nos cinemas. A partir do sucesso dos filmes do MCU (Marvel Cinematic Universe, que já nos deu ótimos filmes de Homem de Ferro, Vingadores e Capitão América, entre outros), nos últimos dez anos, todos quiseram ter a sua própria linha de sucesso.

De repente, todo tipo de grupo de personagens e série de filmes passou a ter o seu próprio universo. Alguns morreram na praia. Outros prosseguiram aos trancos e barrancos. Como a rival direta da Marvel, a DC, cujo DCU (DC Universe), apesar de contar com super-heróis icônicos e clássicos como Superman e Batman, não deu a mesma sorte. Só a Mulher Maravilha deu certo.

Contudo, na TV (nos EUA, no canal CW; aqui, via Warner Channel), a DC vai muito bem, com uma linha de séries campeãs de audiência, que deram origem a outras no decorrer dos anos. Começou com “Arrow”, a série do Arqueiro Verde, e foi adiante com “The Flash” (nova abordagem de personagem já explorado na TV, nos anos 1990) e “Legends of tomorrow”, que reúne um time de heróis fora da lei. E, todos, em algum momento, acabam se cruzando na telinha, o que dá um charme extra. A última a entrar para esse universo foi a Supergirl, que já estava no ar, em outro canal. No cinema, só o Flash, foi convocado para o filme da Liga da Justiça. Mas, não está no mesmo universo em que se passa as séries de TV. Outro ator.

Nessa onda de universos expandidos e cruzados, a Netflix se deu razoavelmente bem, ao explorar personagens paralelos da Marvel. E levando para um nível mais adulto. Sem apelar tanto para os superpoderes. O primeiro deles, foi o Demolidor (“DareDevil”, que já foi um filme ruim no cinema, na década passada, com Ben Affleck, o atual Batman da DC), que já está há três temporadas no ar.

O Demolidor (que, nos quadrinhos, sempre foi muito bom), encontrou um veículo à altura, com episódios tensos, violentos e bastante sombrios, bem como é a rotina do personagem cego, que vive em Hell´s Kitchen, na Nova York dos dias atuais.

E, a partir do sucesso de Demolidor, alinhavou-se este universo, que foi dar num grupo de heróis chamados Os Defensores (Defenders), que conta ainda com Jessica Jones (duas temporadas bem sucedidas), Luke Cage (também duas temporadas) e Punhos de Aço (Iron Fist, que foi o menos bem recebido da turma). Estes tipos foram sendo introduzidos, aos poucos, nas séries do Demolidor e de Jessica Jones, sobretudo. Correntemente, já está no ar a série própria com todos eles, “Os Defensores”, que conseguiu dar liga e ainda tem como coadjuvante a assassina Elektra.

Pelo menos, na TV, tanto Marvel quanto DC se deram bem. A primeira, seguindo uma linha mais leve, como nos gibis; e a segunda, optando por um caminho mais adulto e pesado. Mesma sorte, não teve “Inumanos” (Inhumans), da ABC, que teve melhor recepção com sua série derivada dos Vingadores, “Marvel: Agentes da S.H.I.E.L.D”. Agora, fala-se em levar os X-Men (que já fazem sucesso, sob a forma animada, desde os anos 1990) para a TV, com atores de carne e osso. A Fox, já vem desenvolvendo a ideia há dois anos. Quem viver, verá...

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Rugidos

Os produtores da vitoriosa “The handmaid´s tale”, receberam sinal verde da Hulu, para a produção de uma nova série. Ela se chama “Reprisal” e é um conto de vingança feminino. Será feita em coprodução com o A+E Studios. Ainda não há previsão de lançamento.

Com o sucesso das séries “La casa de papel” e “Merlí” em seu catálogo, a Netflix encomendou mais uma série original espanhola. A nova produção se chama “Hache” e terá oito episódios de uma hora, cada. A protagonista se chama Helena e trafica heroína (daí o nome, o som da letra H, em espanhol) na Barcelona dos anos 1960. É baseada em fatos reais.



Tags: cultura, hq, marvel, netflix, streaming

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