Festa para lendária violinista, Mariuccia Iacovino
Todo centenário já é uma homenagem, ainda mais o nascimento da Grande Dama do Violino no Brasil, que foi Mariuccia Iacovino.
Antes do começo do concerto, no último domingo, foi exibido um vídeo sobre os momentos marcantes de sua longa e magnífica vida. Momento muito marcante onde apareceu a violinista tocando e encantando, o que comoveu ainda mais os seus admiradores e amigos que ali estavam.
O atual Quarteto da Guanabara se apresentou e o mais esperado era a Orquestra Sinfônica Mariuccia Iacovino.
A empresária Myrian Dauelsberg, filha de Mariuccia, contou que antes de falecer, a violinista viu na televisão crianças de uma orquestra chorando com seus instrumentos e pediu que Myrian, como empresária, tomasse conta desta orquestra. Mariuccia faleceu sem conhecer o conjunto que mais tarde levaria seu nome.
Hoje escutamos pela primeira e, com muita surpresa, entendemos por que a orquestra dos meninos de Campos é uma realidade e um acontecimento no meio musical do Rio de Janeiro. São seríssimos, muito compenetrados, as arcadas bem profissionais, um som bonito. Claro que deverá ser aperfeiçoado em um futuro próximo, tem uma energia cativante e positiva, uma estrutura bem delineada, já sabem o que querem assim como têm como meta fazer parte do circuito das grandes orquestras do país. Depois de três obras eles fazem uma coreografia parecida com a dos músicos da grande Orquestra Simón Bolivar, da Venezuela, suspendendo os instrumentos, movimentos com as pernas, com os braços, um verdadeiro show musical. Músicos da percussão percorrem o palco fazendo um happening musical em alto estilo.
A nota desagradável do evento foi o fechamento dos portões do Theatro Municipal às 11h05, parecendo uma verdadeira prisão. Várias pessoas estavam do lado de fora para assistir ao concerto, o que não puderam fazer porque não tiveram acesso ao local. Em todos os grandes teatros do mundo, as pessoas retardatárias ou com pequenos atrasos entram nos teatros sim, e são convidadas a ficar em uma sala, que geralmente tem um telão para se assistir aos concertos, e entre uma obra e outra, na hora das palmas, as pessoas podem entrar na plateia e balcão nobre assim como em outros lugares, e ninguém tem nenhum tipo de problema. Nós fomos pegar os ingressos no Assyrius, que estava fechado, às 10h10, e quando dois funcionários do Theatro me viram, disseram que estava lotado e fechado, quando um deles olhou para o relógio e perguntou se eu não estava vendo a hora.
Sinceramente isto não é maneira de se tratar e falar com ninguém, indo além do limite aceitável de falta de respeito. O que solicitamos é que seja revisto, uma vez que o local é para ser ouvir música, ver um ballet, e não é lugar para se ter aborrecimentos anti-musicais.
