Jornal do Brasil

Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018 Fundado em 1891

País - Sociedade Aberta

O “estultício” da Segurança Pública no RJ

Jornal do BrasilCel Paulo Afonso Cunha

Diante da incrível e surrealista sucessão de tragédias, inexplicavelmente diuturnas e intermitentes, na Segurança do Rio de Janeiro, mais uma vez, quero patentear que se não consertarem e corrigirem a Polícia, mormente a PM que atua as 24 horas de todos os dias na prevenção ostensiva, continuar-se-á a conviver com mortes, violências e vazios que se acumulam neste campo, tornado complexo, da administração, a partir de sucessivos, repetidos, contumazes e já irritantes erros na condução do problema.

A apuração sumária dos fatos praticados por policiais militares em serviço, por mandamento constitucional, tem que ser afeta à própria PM, como forma de promover a apresentação técnica dos culpados aos órgãos componentes da Justiça Militar Estadual, consoante a regra do art. 142 do ordo maior. A apuração pela Policia Civil é nula e inconstitucional e expõe o comando da PM a uma situação constrangedora de se mostrar fraco e vacilante diante das dificuldades circunstanciais.

A canção do Policial Militar, composta pelo Cel PM HORSAE, nuns dos seus versos é cristalina!

“Ser policial

É, sobretudo, uma razão de ser

É, enfrentar a morte

Mostrar-se um forte

No que acontecer”

É isto! Mostrar-se forte é cumprir a lei, cumprir a Constituição Federal e determinar a rigorosa investigação e apuração do que realmente aconteceu, levando à Justiça, com altivez, os culpados, sem contemplações ou meias verdades.

 A atitude do corregedor, profissional destacado e probo, que já prestou serviços à Niterói, denota a grandeza de uma corporação de Estado, que não pode sob hipótese alguma, curvar-se às baixarias políticas e administrativas.

 A PMERJ é uma Corporação de Estado, não de governo, com legislação própria legitimada pelo povo brasileiro em todas as situações históricas, de certo que está por demais cooptada por criminosos, de cima para baixo ela nunca será submetida como instituição nacional às repetidas e eternizadas incompetências e negociatas infiltradas no seu “élan vital”.

Digna do aplauso geral a atitude do Corregedor mostra à sociedade que é possível virar a página desta vexaminosa situação institucional, pela grandiosidade de uma Corporação!

HURRA! 

* Presidente da NitTrans

Tags: aberta, coronel, militar, polícia, sociedade

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