Jornal do Brasil

Quinta-feira, 20 de Julho de 2017

País - Sociedade Aberta

Nada de novo no front

Jornal do BrasilCelso Franco

Este poderia ser o tema do meu comentário semanal, desde de 1968, aqui no JB. Na semana que passou, depois de um verdadeiro “bombardeio”, atingindo inclusive a pessoa física do secretário de Transportes e sua Subsecretaria. Está havendo uma trégua sobre o noticiário do nosso trânsito do dia a dia, pela grande mídia, o que inclusive atrapalha o meu trabalho de comentarista. O interessante é que assuntos para observações não faltam, principalmente em face do que comentei sobre a análise da empresa holandesa Tom Tom, no que concerne à nossa péssima mobilidade urbana.Já comentei mas, não custa insistir, o enorme desperdício de arrecadação do município, face o abandono do  controle importante item no planejamento do trânsito, o estacionamento.

Moro na Barra, mais precisamente no Jardim Oceânico, onde a estação terminal da Linha 4 do Metrô criou um enorme estacionamento nos seus arredores, provando que é este tipo de transporte de massa o único capaz de retirar carros de passeio da função de meio de transporte diferente de sua função segundo a sua denominação de passeio. Infelizmente, não é só neste local que este desmazelo acontece. É a regra geral, para gáudio dos “flanelinhas”. É para mim motivo de tristeza escrever que a única pesquisa de “origem e destino” fundamental para uma política de estacionamento e de transporte urbano foi realizada em 1968, quando eu era “Rei”. De lá para cá, NADA, a não ser entrevistas vazias sobre um tema que eu receio não tenham os responsáveis pelo trânsito muita intimidade.Talvez tratem o tema de “Vossa Excelência”, o que de fato ele é na hierarquia do planejamento urbano. 

Se for este o caso , consultem o livro de Brierley, “Parking of motor vehicles”, e levarão um susto ao saber o quanto não sabem. Preocupa-me ter lido, numa reportagem sobre o que acontece no Recreio, da intromissão das milícias. É a velha história, onde a autoridade se omite, o crime se aboleta. Enfim, não é mais possível se fazer “vista grossa” num assunto que faz jus ao comentário: “O que se deteriora primeiro, a mobilidade ou o desrespeito _as regras de controle de estacionamento?” 

No entanto nem tudo está perdido. Para mim, a diretoria de engenharia da CET-Rio tem novo diretor, funcionário de carreira, competente e que cuidava da excelente seção de controle de estatísticas, como sempre digo, a base para se administrar o que ocorre no trânsito. Meu amigo de longa data, teve a humildade de convidar-me, na ocasião em que lhe telefonei cumprimentando-o pela nomeação, para lhe visitar no seu local de trabalho. Irei de bom grado, honrado que fui pelo convite. Irei presenteá-lo com o livro, de minha autoria: ”Trânsito como eu o entendo”, verdadeiro manual para se gerir o trânsito urbano, pois tem como sub título ’A ciência da mobilidade urbana”.

Pouco conhecido, ou procurado aqui no nosso”Pindorama”, teve a honra de ser incluído na importante lista de livros técnicos da Grã Bretanha, “The Roadmakers Library”, apesar de ser escrito em português, esta língua secreta...

Tags: Celso, Sociedade, aberta, franco, texto

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