Jornal do Brasil

Quinta-feira, 25 de Maio de 2017

País - Sociedade Aberta

A busca de respostas

Tarcisio Padilha Junior

Leonardo nasceu em 15 de abril de 1452, num povoado perto de Vinci, a 50 km de Florença, Itália. Naquela época, a Itália nem era país, mas um amontoado de cidades-reino, que rivalizavam entre si. 

Sob os cuidados do pai e da madrasta, Leonardo aprendeu a ler, a escrever e amarrar sapatos. Consta que aprendeu sozinho latim, matemática, astronomia e física. Aparentemente, envolveu-se em todos os experimentos científicos e artísticos que marcaram a transição para o final da Idade Média. 

A obra de Leonardo atravessou os séculos, tornando-se algo cujo significado fosse adaptado aos diferentes períodos da História, adotando os gostos e linguagens de cada época. Algumas obras chegaram até os nossos dias, como o retrato de São Jerônimo, em exposição no Museu do Vaticano.

Foi patrocinado por Lorenzo de Médici. Em 1502 acabou nomeado arquiteto e engenheiro-geral para as regiões de Marche e Romagna por César Bórgia. Os mais diversos protótipos de invenções só seriam concretizados séculos mais tarde - tais como paraquedas, escafandro e tanque de guerra.

Deixou-nos um enorme legado, entre quadros, manuscritos e desenhos. Duas dezenas de pinturas restaram: dentre elas, duas das mais famosas de todos os tempos, Mona Lisa e A Última Ceia. Hoje, o que nos leva de volta à obra de Da Vinci é a busca de respostas que a sociedade moderna tem. 

Quando a ciência parece querer ocupar todos os espaços, tendemos a procurar respostas mais simples. 

* Engenheiro

Tags: aberta, Artigo, JB, Sociedade, tarcisio

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