Jornal do Brasil

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

País - Sociedade Aberta

Turismo online impulsiona franquias do setor

Henrique Mol*

Realizo a busca por voos na versão online da agência de turismo, em uma nova aba, aberta em meu navegador. Enquanto o site realiza a busca, já checo alguma informação em outra página. Ao retornar à página da web agência, os preços de todas as companhias aéreas que operam o trajeto, para o trecho e data especificados, estão listados. Feito isso, posso gerenciar o menor preço, condições de pagamento e o tempo de viagem em cada uma das opções.

Segundo dados da E-Commerce, um quarto dos turistas que visitam o Brasil realiza o mesmo procedimento  buscas pela internet, antes de efetivar qualquer compra por serviços de turismo.  Devido à exposição brasileira deste ano por causa da Copa do Mundo, esse número promete crescer até 34,2%.

São compradores que buscam maior comodidade, maior facilidade para comparar preços e serviços, e rapidez na transação (uma média de dois minutos para que o site processe a busca). Outras facilidades ajudam a agregar vantagens ao serviço. Acesso a pacotes e promoções exclusivas, além de melhores condições de pagamento, resultantes da parceria das web agências a redes hoteleiras e companhias aéreas. A confidencialidade dos dados é outro diferencial que desbanca os céticos da ferramenta. O cliente pode conferir os certificados de tecnologia de segurança do site.  

A contrapartida ao setor de turismo se dá em termos de franquias do setor, cujo crescimento, em 2013, conforme dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising), foi de 21,9%; impulsionado pela expansão de agências online. Elas têm aproveitado o aumento do número de usuários de internet, a compra de viagens por novas classes sociais e a melhoria da qualidade de serviços. Uma conformação que não admite marcha a ré. De acordo com a ABAV (Associação Brasileira de Agências de Viagem), as OTAs (Online Travel Agencies) têm crescido uma média entre 30 e 40% ao ano.

Nessa esteira dos fatos, as franquias digitais têm se tornado, cada vez mais, protagonistas de um dos modelos de negócios que mais crescem no Brasil. Uma boa opção para quem pretende ser proprietário de um negócio sem investir muito — o investimento inicial gira de R$ 3 mil a R$ 25 mil. O franqueado tem acesso a esse mercado em ascensão, comercializando, normalmente, hotéis, passagens aéreas, seguro de viagem e aluguel de carro, pelo qual obtém um comissionamento que vai de 3 a 45%, variando por forma de venda e serviço.

A estratégia se autorremunera, no acesso às ferramentas de marketing e propagandas da empresa, bem como vídeo-aulas e conferências de capacitação, sem custo. Além disso, a modalidade não demanda espaço físico e contratação de funcionário, e não há exclusividade por região, de forma que o franqueado pode realizar fechamentos em todo o território abrangido pelos serviços da agência.

Confiar somente na expansão do mercado e suporte recebido é, no entanto, insuficiente. Não é demais mencionar o papel do administrador no sucesso da franquia. Ele será o prospector de possíveis clientes e, como tal, deverá se fazer conhecer. Fazendo bem a lição de casa, as chances de sucesso são enormes.

* Henrique Mol,  especialista em turismo, é sócio-fundador da Encontre Sua Viagem, franquia de turismo.

Tags: aberta, coluna, henrique, mol, Sociedade

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