Jornal do Brasil

Sábado, 1 de Novembro de 2014

País - Sociedade Aberta

Um projeto para nosso tempo

Marco Aurélio Ghislandi*

Muito se tem dito e escrito sobre a importância do engajamento das pessoas e do trabalho em equipe na realização e sucesso de determinado projeto ou ideia. Editoras e livrarias apostam enormemente no lançamento e divulgação de títulos que remetem a este aspecto, dando expressivo espaço aos referidos tópicos no processo de gestão e liderança, seja nas grandes organizações ou no cotidiano de pequenas comunidades, com variados modos de consegui-los.

Obviamente, tais pressupostos, enaltecidos hoje, são percebidos na história não de agora. Concretamente, são ou foram de enorme relevância em eficazes ou duradouras instituições ao longo dos tempos.

Particularmente, independentemente do pouco ou muito tempo que vão durar, todo projeto ou ideia serão importantes desde que atinjam sua missão ou objetivos. Porém, quando estes são pensados para que aconteçam para além da própria existência dos que os desejaram, e que avancem no tempo, tem-se necessidade de buscar algo mais do que a pronta e contínua motivação dos seus idealizadores.

Assim, projetos ou ideias capazes de congregar o engajamento coletivo, ocasionando um grande feito, o fazem não por acaso. Com objetivos e missão claros, fazem em primeiro lugar diferença na vida das pessoas em sua essência, que ali se encontram por inteiro. Ao promoverem este encontro no que é mais intimo e essencial, como por exemplo realizar o bem comum, há o desencadear de atitudes e ações que mobilizam a inspiração, reflexão, sensibilidade, organização e planejamento, promovendo um movimento em que as caraterísticas e habilidades de cada ser façam valer e concretizar o objetivo e missão principal que os reuniu.

Sabe-se que esta tarefa não é fácil. Porém, não impossível! Exemplo disso tem-se no reconhecimento da comemoração que acontece no dia 15 de agosto, em praticamente 80 países mundo: Dia do Marista. A data, destinada a celebrar o engajamento e trabalho coletivo dos milhares que partilham da missão iniciada na França há quase duzentos anos por São Marcelino Champagnat, reflete certamente o algo a mais nesta importante perenidade de sua missão: tocar a essência da vida das pessoas ligando-as por princípios e valores, formando bons cristãos e virtuosos cidadãos.

Alicerçada em princípios e valores humanos e cristãos como a simplicidade, espiritualidade, justiça, amor ao trabalho, espírito de família praticados com jeito maternal, humilde e modesto, a Missão Educativa Marista acontece atualmente entre aproximadamente 650 mil crianças e jovens de maneira profícua, e reúne em torno de si irmãos, leigos e pessoas que visam o bem comum. 

Coerente com a missão de educar e evangelizar com base na visão integral do ser humano, torna-se grande exemplo de como engajar e promover o trabalho de várias e diferentes pessoas de maneira significativa e relevante socialmente em diferentes culturas, línguas, territórios e realidades sociais.

Portanto, a celebração do Dia do Marista não é somente uma data comemorativa de abrangência mundial. Nem somente um dia para reforçar a inspiração que advém da história de seu fundador. Certamente, é sinal da centralidade que os valores e princípios detêm em sua missão, e que orientam e promovem todo ser humano em sua realização para o nosso tempo e para aquele que virá.

Marco Aurélio Ghislandi é diretor geral do Colégio Marista Goiânia, do Grupo Marista.

 

Tags: aberta, aurélio, coluna, marco, Sociedade

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