Jornal do Brasil

Sábado, 20 de Dezembro de 2014

País - Sociedade Aberta

Dia dos Pais, Dia dos Filhos

Luiz Carlos Amorim*

Neste Dia dos Pais quero inverter a ordem das coisas e homenagear minha filharada. Quero agradecer-lhes, minhas filhas, neste dia e em todos os outros, pelo privilégio e pela honra que Deus me deu de ser o pai de vocês. E agradecer a sua mãe, também, por ter me dado vocês, nosso maior tesouro. Quero dizer-lhes que eu só tive a exata noção do que é ser um ser humano completo e feliz depois que vocês chegaram. 

Que os filhos dão um objetivo maior à vida da gente, que, depois que eles chegam, a gente tem uma razão maior para viver. Que muito do que aprendi na minha trajetória por este mundo de Deus, até aqui, foram vocês que me ensinaram. Não trocaria o orgulho de ser pai de vocês por absolutamente nada neste mundo.Vocês cresceram, cada uma está trilhando o seu próprio caminho e eu fico aqui torcendo pelo sucesso de vocês. E tenho certeza de que Ele estará sempre presente em suas vidas, porque sei da educação que tiveram. 

Sinto falta de vocês – filhos são sempre crianças, não importa a idade que tenham – pois nossa casa parece insistir em me lembrar que está faltando alguém. Mas aí eu penso que é assim mesmo, que pais são aqueles seres que ficam aumentando a casa até que, quando ela está pronta, do tamanho ideal – grande demais –, os filhos começam a sair do ninho para terem as suas próprias casas. É a ordem natural das coisas.

Então, o meu beijo e o meu abraço a vocês, sempre, pois vocês são o maior presente que eu poderia desejar. E me sinto abraçado, beijado, amado, mesmo que vocês, a minha filharada, não possam estar aqui, pois tenho, na memória, muitas pastas com uma quantidade enorme de arquivos cheios de abraços, beijos – melados, lambuzados, molhados, alguns deles, dos quais gosto tanto quando dos outros – e faço uma releitura deles, desde a mais remota infância de vocês até recentemente, quando a juventude plena e a vida adulta lhes chegou e a vida lhes mostrou seus próprios caminhos.

E enquanto não posso abraçar vocês, abraço a sua alma, o seu espírito, e mato um pouco da saudade. Feliz Dia dos Pais e feliz Dia dos Filhos, minhas filhas. O meu é feliz porque eu tenho vocês.

 

* Luiz Carlos Amorim é escritor. – luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Tags: aberta, Carlos, coluna, luiz, Sociedade

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