Jornal do Brasil

Sábado, 20 de Dezembro de 2014

País - Sociedade Aberta

Indústria de alimentos e a preocupação no gerenciamento de resíduos

Ronan de Moraes Agostini*

Não há dúvidas de que o tratamento adequado de resíduos traz benefícios para as indústrias, diminui impactos e melhora os processos produtivos, colaborando também com a imagem da empresa junto ao mercado consumidor.  De acordo com Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), a produção das indústrias de alimentos cresceu 3,2% em 2013. Com ela, aumentou também a preocupação com a destinação dos resíduos gerados nos processos de fabricação dessas empresas. Isso porque a indústria de alimentos gera diversos tipos de resíduos, como efluentes, produto não conforme, pilhas, baterias, óleo, ácidos, e todos eles devem ser tratados conforme as normas e padrões exigidos pelos órgãos ambientais.

Para atender as novas normas estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, muitas empresas têm buscado soluções e tecnologias diferenciadas, não só para diminuir a quantidade de resíduos dispostos em aterros como também para criar métodos que possam reutilizá-los no ciclo de produção de onde foram originados, como por exemplo no caso de embalagens de papel.

Cada vez mais as indústrias estão se conscientizando de que Investir no tratamento de resíduos resulta em diminuição de impactos ambientais, economia de energia e recursos naturais. Tais fatores trazem resultados relevantes para a empresa, já que otimiza ainda mais os processos internos.  O monitoramento ambiental do sistema produtivo gera aproveitamento dos resíduos recicláveis, colabora significativamente para a solidificação do ciclo reverso e na criação de novos produtos e insumos.

Além disso, os consumidores estão mais atentos a empresas que cumprem sua parte com o meio ambiente. Aqueles que não investem em processos ambientais saudáveis e adequados para fabricação, com certeza, sofrerão impacto na imagem e, consequentemente, nas vendas de seus produtos. Esses, provavelmente, serão deixados de lado e perdendo espaço para uma concorrência mais transparente e comprometida em executar ações sustentáveis e benéficas para a sociedade.

 * Ronan de Moraes Agostini, engenheiro civil, é mestre em engenharia ambiental e gerente de engenharia/operações da Central de Tratamento de Resíduos da Marca Ambiental.

Tags: aberta, agostini, coluna, ronan, Sociedade

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