Jornal do Brasil

Domingo, 21 de Dezembro de 2014

País - Sociedade Aberta

O valor máximo

Tarcisio Padilha Junior*

Experimentamos atualmente um questionamento radical dos valores da própria existência humana. Estes não podem ser impostos coercitivamente aos membros da sociedade, sequer por decisão da maioria. Cada qual possui o seu sistema de valores. É o que os jovens aprendem hoje, e por isso mesmo acreditam com demasiada facilidade que não precisam ter mais nenhum referencial mais estável. A experiência de valor do outro, no entanto, influencia fortemente a experiência de valor do próprio eu.

Goethe diz estar o valor máximo na personalidade desenvolvida. Alargando o horizonte de valores, o homem torna-se apto a comparar valores por ele tidos como relevantes, em vista de uma escolha.

Viver a humanidade, dinamizar a capacidade para a paz envolve crescente aprendizagem no sentido de se configurar a vida em suas referências concretas, a partir da sua dimensão espiritual. Só assim conseguiremos dominar a agressividade, que exerce papel decisivo também na esfera política.

Com a dimensão espiritual, se abre para o homem moderno uma nova perspectiva. O espírito pode nortear a agressividade, conduzi-la por caminhos mais suportáveis e até mesmo se contrapor a ela. Pode efetivamente conjugar seu persistente impulso destrutivo à sua vontade de preservar e desenvolver. Hoje o homem se torna capaz se tiver diante dos olhos um conteúdo que dê sentido a seu esforço — que somente poderá ser encontrado nas possibilidades positivas, ainda a serem realizadas, de sua existência.

* Tarcisio Padilha Junior é engenheiro. - tarcisiopadilhajunior@yahoo.com.br

Tags: aberta, coluna, Padilha, Sociedade, tarcisio

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