Jornal do Brasil

Quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

País - Sociedade Aberta

Os verdadeiros líderes

Tarcisio Padilha Junior*

Sistemas participativos são muito diferentes de sistemas hierárquicos, não somente no sentido dos riscos assumidos e das decisões tomadas mas também no método de tratamento das pessoas. Examinar com o grupo os meios para que os principais recursos especificamente os humanos – sejam protegidos, acentuados e conservados é seguramente a tarefa mais importante nos dias de hoje.

Diversas pesquisas comprovam que as pessoas aprendem mais rapidamente, produzem mais e se sentem mais motivadas quando são empregados métodos de participação. Ninguém sabe o limite de desempenho quando expectativas corretas são introduzidas, e a apropriada estrutura social é adotada.

As empresas experimentam a gestão participativa, mas poucas as empregam de forma contínua em toda a organização. Por que isso acontece? A gestão participativa precisa de confiança no grupo. É necessária uma boa dose de tempo e paciência para desenvolver um grupo que possa pô-la em prática.

O desafio dos gerentes é se manter cientes de que as próprias empresas podem provocar os problemas quando confiam unicamente nos aspectos em que já apresentam um bom desempenho, parecem se preocupar em demasia com o sucesso dos outros, e não enxergam o que precisam fazer.

Os melhores gerentes tentam corrigir as situações, não as pessoas, através da realização de mudanças estruturais nas empresas. Em vez de tentar mudar as pessoas, eles costumam mudar o relacionamento entre os funcionários e seus superiores, ampliar ou reduzir expectativas das funções.

A definição de regras práticas para o comportamento em grupo pode levar a grandes realizações. Em vez de criticar as ideias uns dos outros, as pessoas são incentivadas a aprimorar essas ideias. O grupo acolhe a ideia de alguém e procura aplicá-la em seus exercícios para verificar se realmente é válida.

Os verdadeiros líderes são efetivamente definidos pelos grupos a que servem e entendem as tarefas como sendo interdependentes dos grupos. Eles só obtêm sucesso porque definiram como seu papel despertar o conhecimento, as habilidades e a criatividade dos que estão a serviço da organização.

 

* Tarcisio Padilha Junior é engenheiro. -  tarcisiopadilhajunior@yahoo.com.br

Tags: aberta, coluna, Padilha, Sociedade, tarcisio

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