Jornal do Brasil

Domingo, 23 de Novembro de 2014

País - Sociedade Aberta

O que as empresas podem fazer durante a Copa para driblarem o marasmo

Alejandro De Gyves*

Com a Copa do Mundo se aproximando, muitos empresários estão desanimados em relação aos negócios, principalmente por ser uma ocasião em que há uma desaceleração da economia e até os funcionários ficam mais dispersos. Diante disso, resolvi listar algumas dicas que podem ajudar os donos de negócios. São elas: 

Se a sua empresa é do Comércio, você pode tentar atrelar a Copa ao seu negócio, aproveitando a oportunidade para fazer promoções, sorteios e oferecer brindes. Por exemplo, um restaurante pode oferecer uma promoção de aperitivos com bebidas para assistir aos jogos no local. Ou ainda, uma loja de embalagem que passe a comercializar itens com layout da Copa, com a proposta de incentivar os torcedores a fazerem festas com os amigos para assistirem aos jogos. 

Se o seu negócio é de Serviços. Que tal também pensar em uma promoção durante ou depois da Copa? Empresas de manutenção e suporte de TI estão oferecendo serviços de rede e de manutenção a computadores durante o período da Copa com preços mais acessíveis, sem contar com a facilidade de os funcionários estarem de folga e/ou mais ociosos. Outra dica é para arquitetos e empresas de decoração, que podem ajudar os empresários a redecorarem seus escritórios com mais facilidade e menores preços nesse período. 

Outra dica é partir para o ataque, já que seus concorrentes em geral também estão desanimados como você estava. Então, o período é excelente para prospectar, segundo o business coach da ActionCoach, Marcos Guglielmi. “O país não para e não vai parar. Como muitos não estão saindo atrás das oportunidades, as que estão soltas no mercado serão as menos buscadas. Assim, este é um bom momento para ir atrás das que existem e, bem provavelmente, com menos competição”. Para reforçar essa tese foi divulgada recentemente uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito Brasil (SPC) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que aponta que 63% das empresas não vão fazer nenhum investimento para atender o público na Copa do Mundo.

Outra sugestão é aproveitar o tempo “ocioso” para trabalhar na organização da empresa, com foco na sistematização dos processos, treinamentos para os donos e equipes e no aprimoramento dos produtos e serviços vendidos, de acordo com a business coach, Patrícia Atui, da ActionCoach. Concordo plenamente também com essa recomendação, pois se preparar para o pós-Copa deve ser prioridade. As empresas devem estar preparadas para atender a grande demanda após esse evento mundial.

Em momentos como a Copa do Mundo, o empresário deve contar principalmente com a criatividade para promover ações na empresa. Não é fácil inovar, principalmente em um momento em que todas as pessoas só pensam no mesmo assunto: Copa do Mundo. Mas muitas vezes a oportunidade está na nossa frente, e nós não enxergamos. Pense nisso.

* Alejandro De Gyves é diretor para América Latina da ActionCoach – líder mundial em business coaching para pequenas e médias empresas e a primeira franquia de coaching no Brasil.

Tags: aberta, alejandro, coluna, gyves, Sociedade

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