Jornal do Brasil

Quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

País - Sociedade Aberta

O que fazer por um Brasil melhor? Doravante a gestão!

Airton Cicchetto*    

Menos política e mais gestão. Neste momento, é o que de melhor se poderia fazer pelo bem do Brasil. A rádio Jovem Pan finaliza nesta quarta-feira, dia 4, num grandioso evento em São Paulo, sua bela campanha intitulada O que fazer por um Brasil melhor, que, ao longo de meses, diariamente, trouxe ao ar empresários e personalidades brasileiros, que opinaram sobre caminhos para melhorar nosso país.   

Muitos comentários, excelentes sugestões, sábias recomendações, brilhantes ideias, tudo foi apresentado na programação da rádio e acompanhado por seus ouvintes numa espécie de sonho possível de um país melhor. Um grande brainstorm foi ao ar, com a participação de personalidades de diferentes formações e visões, e atingiu rincões de nossa terra dada a extensa e difusa penetração da emissora.  

Agora, o evento em São Paulo encerra a campanha e, claro, ficam as perguntas de todos que a acompanharam: o que será feito? Como sermos pragmáticos? Como transformar os sonhos em projetos e os projetos em realizações? Minha opinião é que, para isso, só há um caminho: gestão! Somente com gestão competente pode ser possível viabilizar este sonho de um país melhor. Este, arrisco a dizer, deve ser também o pensamento dos líderes empresariais entrevistados.

Assim, sugiro iniciar compondo uma Matriz de Planejamento Estratégico (MPE). Isto mesmo, esta matriz é usada pelas boas empresas quando se deseja materializar as ideias, ou torná-las realidade. E funciona de uma forma muito simples. Vejamos, todos sabemos o que define o grau de desenvolvimento de um país, e todos também sabemos quais são as expectativas e desejos do povo brasileiro: mais educação, saúde, segurança, proteção ao meio ambiente, controle da inflação e crescimento econômico, os principais.

A MPE bem conduzida avaliaria quanto ou em que grau as tais ideias apresentadas na campanha seriam capazes de influenciar positivamente a conquista destes desejos. Por esta análise seria perfeitamente possível estabelecer uma ordem de prioridade para implementação das ideias selecionadas. E, para estas, seria definido um plano de ações, com datas e responsáveis por sua implementação. Sequencialmente, a cada proposta implementada o país estaria mais próximo de satisfazer as expectativas dos brasileiros. Como vemos, seriam dois passos gerenciais: a MPE e depois os planos de ações. Parece complexo, mas não é. É muito simples. É pura gestão.

Em 2009, a entidade The Alliance for American Manufacturing editou, com autoria do jornalista Richard McCormack e outros dez professores e pesquisadores, o livro Manufacturing a better future for America. A iniciativa foi um esforço coordenado para denunciar os graves efeitos da desindustrialização do país e catalisar as forças da sociedade americana em defesa dos interesses da nação. E, como sabemos, pragmatismo não falta aos americanos. Coincidência ou não, hoje os Estados Unidos já estão deixando a crise para trás e vivendo dias melhores.

Assim como lá, oxalá aqui, a campanha da Jovem Pan possa ajudar a conduzir o Brasil a melhores tempos. Sim, é possível, desde que, doravante, façamos mais gestão e menos política. Desta tese, suponho, devem convir também a Jovem Pan e seus entrevistados.

* Airton Cicchetto, consultor e engenheiro, é mestre em administração e idealizador do modelo SCG (Simples Complexo Gerencial-Simplificando a Gestão).   

 

                           

Tags: aberta, aírton, cicchetto, coluna, Sociedade

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