Jornal do Brasil

Segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

País - Sociedade Aberta

Inteligência financeira: entre a razão e a emoção

Aline Rabelo*

Em qualquer esfera da vida é importante tomar decisões equilibrando a razão e a emoção. E com as finanças não poderia ser diferente. Pessoas que alcançam sucesso em relação à administração de seus recursos são aquelas que não se deixam levar pelo impulso, por opiniões alheias e, sobretudo, não têm medo de enfrentar as intempéries do mercado.

Mas, como atingir esse grau de maturidade, que conceituamos como inteligência financeira? A base de tudo, certamente, é o conhecimento. Em um país em que a educação financeira é privilégio de poucos, essa característica acaba sendo conquistada por aqueles que proativamente buscam informações sobre quais as melhores alternativas para investir o seu dinheiro e sobre como gastá-lo com parcimônia. Estabelecer prioridades, pesquisar preços, evitar desperdícios e planejar o futuro são alguns exemplos de atitudes de pessoas inteligentes financeiramente. 

Mas, como se tornar inteligente financeiramente? A tarefa não é fácil, mas pequenas atitudes podem ajudar. Observe a sua vida financeira, avalie o seu perfil e as suas atitudes. Se você está endividado e mesmo assim compra de forma impensada, é importante fazer uma reflexão sobre o que está escondido por trás desse descontrole financeiro. 

Segundo estudo do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), divulgado em 2013, 85% da população faz compras sem planejamento e 74% não possui qualquer investimento fixo, como, por exemplo, uma simples caderneta de poupança. Além disso, quatro em cada dez entrevistados (43%) fazem aquisições por impulso em momentos de ansiedade, tristeza ou angstia.

O levantamento também aponta que quatro, em cada dez entrevistados (42%), gastam tudo o que ganham e não conseguem poupar qualquer quantia. Considerando somente consumidores das classes C e D, este percentual é ainda maior, chegando a 53%, em comparação com 28% nas classes A e B.

Infelizmente, o consumidor brasileiro não tem conhecimento sobre finanças e não sabe lidar com o próprio dinheiro. É muito comum ver pessoas com um padrão de vida que não é realmente o delas. Elas adquirem itens de marcas, carros caros e imóveis para fazer parte de um mundo ao qual realmente não pertencem, associando muitas vezes dinheiro à felicidade. 

Utilizando o dinheiro de maneira apropriada, com equilíbrio entre razão e emoção, é possível fazê-lo trabalhar por você e assim garantir uma vida mais feliz.

 

* Aline Rabelo, coordenadora do Investmania, é formada em administração de empresas e possui mais de 8 anos de experiência profissional no mercado financeiro. - www.investmania.com.br

Tags: aberta, aline, coluna, rabelo, Sociedade

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