Jornal do Brasil

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

País - Sociedade Aberta

Água para sempre

Luiz Roberto Gravina Pladevall*

O mundo tem uma grande responsabilidade na preservação dos recursos hídricos, que ocupam 1,4 trilhão de quilômetros cúbicos, mas apenas 0,52% está em rios, lagos e aquíferos. O Dia Mundial da Água, comemorado anualmente no dia 22 de março, é um momento importante para o debate sobre o futuro desse recurso. Nas últimas décadas, as mudanças climáticas têm provocado transformações profundas no abastecimento de água no mundo, e a sua garantia é essencial para nossa sobrevivência.

A nossa vida e o desenvolvimento da civilização estão intrinsicamente ligados pela proximidade do ser humano aos recursos hídricos. A revolução agrícola é prova da nossa dependência da água para a sobrevivência e progresso dos povos. Ela começa com a fixação das primeiras civilizações próximas aos grandes rios como Nilo, Tigre, Eufrates, Jordão, Ganges, Indo, entre outros. Além do cultivo de alimentos, a água garantiu a criação de animais e o abastecimento da população.

Isso prova nossa dependência desse recurso. Um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que a demanda global por água deve crescer 55% até 2050, como reflexo do aumento da população e uso dos recursos hídricos na produção de alimentos e no setor industrial. Por isso, para garantir o crescimento econômico, social e populacional de maneira sustentável faz-se necessária a implantação de políticas públicas que garantam o fornecimento de recursos hídricos nas próximas décadas. A disputa pela disponibilidade hídrica no planeta promoverá grandes conflitos neste século 21.

Isso obriga a um planejamento sério, levantando detalhadamente nossas condições atuais para que possamos fazer uma projeção técnica rigorosa das nossas futuras necessidades. Os governos têm um grande desafio pela frente, independente da bandeira partidária. Alguns pontos devem ser abrigados nesse planejamento com os problemas que atualmente já enfrentamos. Um deles é a redução drástica das perdas em vários pontos do sistema de abastecimento, principalmente por meio da gestão e operação eficientes, além da construção de novas fontes de fornecimento de água e o seu reúso em diversas aplicações.

Ao contrário do que foi propagado no passado, os recursos hídricos são finitos, e a ausência de água limpa pode comprometer seriamente o desenvolvimento das próximas gerações. O desafio é grande, mas as soluções existem e podem garantir um futuro com água em quantidade adequada para todas as atividades de nosso planeta.

* Luiz Roberto Gravina Pladevall é presidente da Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente.

* Luiz Roberto Gravina Pladevall é presidente da Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente. 

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