Jornal do Brasil

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

País - Sociedade Aberta

Boas consequências

Tarcisio Padilha Junior*

Construir, edificar, inventar, descobrir: surgem em cada instante, se acionam em cada problema. Disso tiram proveito instituições humanas diversas, mediante delegação de competência decisória. Não se pode impor uma decisão coercitivamente aos integrantes de uma sociedade, sequer através de maioria.

A tecnologia atualmente leva bem longe o processo de universalização do acervo de conhecimento. As últimas décadas, com todas as inovações das tecnologias da informação, só fizeram acelerar esse processo. Nosso desafio agora é determinar as consequências que vão decorrer desse longo processo.

Os indivíduos são o que as estruturas e os processos os levam a ser. Assistimos hoje à diluição da responsabilidade dos agentes nos processos. Os rumos da economia dependem essencialmente de escolhas políticas. É forte a sensação de que ficamos sempre aquém do desejável em matéria de correção.

Nada justifica transformar problemas conjunturais em medidas políticas descompromissadas com a busca de soluções objetivas. Não há como avaliar consequências sem dispor do conhecimento dos fatores envolvidos no contexto da atuação. Com informação adequada, pode-se aprender com os erros.

Quantas providências singelas poderiam ser tomadas para atenuar o sofrimento do nosso dia a dia. A simples e estrita observância a normas gerais de justa conduta contribui para gerar resultados materiais, tornando possível, entre outras coisas, o aumento da coesão social e a prosperidade econômica.  

No interior de marcos institucionais definidos, seguir regras claras e estáveis é o que torna possível a ação regular devotada à geração de certo tipo de resultado. E quando as regras são compatíveis com amplo exercício de liberdade, o empreendedor pode sempre se dedicar à maximização de resultados.

Boas consequências que emergem da ação tornam possível tentar modos de agir alternativos capazes de, em princípio, proporcionar um bem ainda maior que o das ações rotineiramente executadas.

* Tarcisio Padilha Junior é engenheiro. - tarcisiopadilhajunior@yahoo.com.br

Tags: estrita, gerais, normas, observância, simples

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