Jornal do Brasil

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

País - Sociedade Aberta

Cristo continua sendo açoitado

Sergio Sebold*

Vem-nos logo a pergunta: o que o cristianismo tem feito para algumas pessoas se sentirem ofendidas para escarrar sobre ele tanta ignomínia? Estará ele pregando tantas maldades neste mundo para que haja tamanha revolta por parte de alguns? Gente que não tem a mínima criatividade artística busca nesta entidade destilar todo seu ódio, mágoas, frustrações, conflitos não resolvidos. Chega de tolerância, haverá um momento de dar um basta nesta casta de maldizentes que buscam a todo pano destruir os valores que foram construídos através da história. Valores, sem os quais estes mesmos pseudoartistas nem teriam existido para agora vomitarem seus ódios gratuitos. Estamos vivendo a era da cristianofobia.  

Desliguem certos programas e até  canais que não têm nada de produtivo em termos culturais. No passado não havia televisão, internet, celulares; havia outros modos de se distrair, se ocupar, por isso ainda existimos. Havia paz, havia segurança.  

O mais estranho é que exigem tanta tolerância para seus pensamentos, desmandos, idiossincrasias, mas acusam os outros de intolerantes. Dá para entender?  É nisto que dá um governo dominado por agnósticos, aéticos, amorais, oriundos de famílias desajustadas, sonhos naufragados, que sem qualquer escrúpulo buscam através do manto do laicismo destruir os valores culturais da sociedade sedimentados pela tradição cristã e pela história.

Antes que o tempo passe, e fique no esquecimento, nos dias anteriores ao ltimo Natal, num programa de TV denominada de Porta dos fundos, foi ao ar um vídeo blasfemo com a denominação de Especial de Natal, com total escárnio aos valores da religião, principalmente a Deus e a Santíssima Virgem, cultuado há milênios pelos cristãos. Tudo sobre a responsabilidade do ator Fabio Porchat (autodeclarado ateu). Se buscarmos em alguma paróquia do Brasil, provavelmente ele foi batizado na fé cristã, sobre a qual agora procura colocar toda sua frustração, seu vazio existencial, travestido de programa humorístico.  Acha-se portador de uma nova concepção do mundo, com chanchadas ridículas, onde somente consegue encontrar criatividade (se isto se pode dizer) criticando valores da sociedade, particularmente os valores da fé cristã. Será que estes valores promovem a violência?  A corrupção? A safadeza? O banditismo? A discriminação? O ódio entre os povos? A prostituição...?  Talvez esta última, na sua cabeça doentia, seja a melhor opção da mulher — neste caso, onde estariam as feministas? A covardia deste ator-produtor é tão grande que só ataca as entidades que são de paz para pregar o veneno de seu conflito interior. É fácil produzir no terreno da fé, não há risco. Que pena! Por que não faz um vídeo de humor ironizando Maomé? Para nós, brasileiros, seria uma oportunidade para aprender um pouco desta religião, tão comentada na mídia internacional.  Mas, covarde, não corre risco perto de precipício.

O que podemos esperar da próxima geração quando canais de televisão pregam a pedofilia, homossexualismo, lesbianismo, voyeurismo, bacanais ao vivo?  Falta ainda eutanásia infantil (como na Bélgica), zoofilia, crime que compensa e outras degradações do ser humano. O que esperar, quando o Ministério da Educação propõe estes mesmos valores através das cartilhas escolares? Tudo isto para destruir o cerne cívico na nação. Quem está por trás de tudo isso?

Houve canal que já exibiu programas no horário da tarde que pertence a todos os públicos sobre danças sensuais de crianças, em que o Estatuto da Criança e do Adolescente nem foi acionado, nem mesmo a Igreja Católica e as igrejas evangélicas reagiram. Deus tenha piedade de nós. Aguarde, a violência está chegando a todos os lares; ficando incontrolável, será oportunidade para se criar um Estado nazifascista. Embora aquele ator não queira acreditar, ficamos por enquanto na nossa fé e na esperança daquilo que São Paulo Apóstolo dizia em sua Epístola aos Gálatas: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá” (Gal 6,7).

* Sergio Sebold, economista, é professor. - sebold@terra.com.br

Tags: a todos, da tarde, houve canal, no horário, os públicos, pertence, programas, que, que já exibiu

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.